Pretende também a Palestina independente e nas Nações Unidas. Declaração da 16ª Cimeira dos BRICS em Kazan contém 134 pontos. Os principais tópicos incluem o desenvolvimento do grupo e uma posição sobre várias questões globais.
“Sei que a Turquia está interessada em estabelecer uma cooperação estreita com o grupo [BRICS]. E vemos aqui perspetivas importantes, tendo em conta o prestígio e o papel geopolítico especial do vosso país, que liga o leste e o oeste do continente euro-asiático”, disse Putin a Erdogan.
Grupo de economias emergentes quer alargar o seu espectro geográfico, as suas zonas de influência e a ligação da sua economia. Muito longe de Kasan, Aleksandar Vucic, presidente da Sérvia - país que está às portas da União Europeia - falou de paz e de Europa.
Segundo o Kremlin, Putin, o anfitrião, vai reunir-se com Xi à margem da cimeira, embora Pequim ainda não tenha confirmado este encontro ou outros entre Xi e os líderes dos países presentes.
O grupo dos BRICS assume-se cada vez mais como o ‘outro lado’ da agenda ocidental e transatlântica. Rússia e Irão – ou seja, Ucrânia e Médio Oriente – estarão no topo de uma cimeira onde China ‘e companhia' tratam de angariar novas adesões. António Guterres marcará presença.
No final da cimeira dos BRICS em Kazan, “haverá sete reuniões bilaterais”, incluindo “com o secretário-geral da ONU, António Guterres”, revelou Yuri Ushakov, conselheiro diplomático do Kremlin, durante uma conferência de imprensa em Moscovo.
A Venezuela estava a passar por uma fase de renascimento na produção de petróleo mas em retaliação àquilo que Maduro considera ser uma ingerência estrangeira, o presidente afirmou que o Governo que lidera vai expropriar projetos de exploração petrolífera dos EUA no país e cedê-los a países aliados.
A Rússia está em força na Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai. Um seu ‘velho amigo’, Viktor Orbán, chegou no mesmo dia a Kiev enquanto presidente do Conselho da União.
Com capacidade de financiamento a crescer face ao aumento de países aderentes, mais três países emergentes africanos manifestaram vontade de aderir. No caso da Tunísia, a União Europeia mostra algumas reservas.
Encontro do grupo na Rússia mostra um agregado interessado em estabelecer uma divisão cada vez mais vincada com os Estados Unidos e com os seus aliados europeus.
Reunindo quase metade da população mundial e mais de 40% do petróleo bruto global, a intenção é a de o agregado se aproximar da criação de uma moeda comum. Em outubro, em Kazan, realizar-se-á mais uma cimeira, que já conta com 10 países.
Muito mais para Oriente (pelo menos do ponto de vista do Ocidente), a Índia vai a votos. Essa democracia imperfeita, essa potência adiada pode estar no ponto certo para crescer em termos de importância estratégica. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Instituições como os BRICS, recentemente alargados, e o G20 ganham novas proporções e podem mesmo desafiar os equilíbrios estabelecidos ao longo de décadas.
O projeto apresentado no final da cimeira do G20 reflete bem a fragmentação da economia mundial, crescente complexidade do comércio global e da multipolaridade de poderes.
O difícil caminho da criação de uma moeda comum entre os BRICS é viável. Mas daí a surgir, pode ir uma grande diferença. Seja como for, a China tem conseguido surpreender.
O Ocidente está em perda lenta e cada vez tem mais dificuldades em trabalhar com os países do Sul Global. A UE, com as suas divisões internas, com relevo para a energia, não ganha peso específico.
Uma moeda comum, mas principalmente uma estratégia comum a um conjunto de países que não quer manter-se fora dos grandes centros de decisão globais. Os Estados Unidos já deram mostras de estarem atentos, o que implica um claro desconforto com o assunto