Os dois líderes discutiram ainda a guerra na Ucrânia, o papel do bloco BRICS e do G20 na defesa do multilateralismo e a cimeira da COP30, que terá lugar no Brasil.
De acordo com uma nota do Itamary, a incursão é uma medida que agravará a "catastrófica situação humanitária da população civil palestina, assolada por cenário de mortes, deslocamento forçado, destruição e fome".
O regresso de Donald Trump à Casa Branca, a sua postura de bully, a guerra comercial que desencadeou e as posições que adotou face às organizações internacionais aceleraram o declínio do multilateralismo, mas já era um caminho que estava a ser feito.
Ao invés de temer a ascensão da China, da Índia, do Brasil e do Sul Global, a Europa deveria integrar-se nesse novo concerto mundial. Forjar uma realidade multipolar mais representativa, mais justa e mais funcional.
Um dia depois de Donald Trump ter ameaçado a Rússia com tarifas de 100% e sanções adicionais, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo encontrou-se com o presidente chinês para aprofundar uma parceria de largo espectro. A China está numa frenética atividade diplomática.
As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos ao resto do mundo são um fator de instabilidade e de tensão nos mercados internacionais. A acusação é feita, mas o autor está ausente da declaração final da cimeira.
As leis e a ordem internacionais enfrentam “sérios riscos” num cenário global marcado por “mudanças sem precedentes em mais de um século” e por uma crescente ineficácia das instituições multilaterais, afirmou o primeiro-ministro da China, Li Qiang, representante da China na 17ª cimeira de chefes de Estado e de Governo do grupo.
Os EUA importaram em 2023 bem mais do dobro do que haviam exportado para este grupo de países, registando excedentes relevantes apenas com o Brasil e os Emirados Árabes Unidos. Trump volta a ameaçar bloco com tarifas adicionais de 10%.
O Presidente brasileiro abriu a 17ª Cimeira dos BRICS criticando o compromisso dos países da NATO em aumentar as despesas com a defesa. E lamentou que o multilateralismo seja uma das vítimas da atual situação internacional.
Os chefes de Estado e do Governo do grupo BRICS condenaram hoje as “sanções económicas” e a “imposição de medidas coercivas unilaterais”, numa alusão às tarifas impostas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.
Vladimir Putin, alvo de um mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por suspeita de deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia, participará apenas por videoconferência.
Os países emergentes querem deixar o dólar para trás e apostar no multilateralismo. Mas não para já, pelo menos no que tem a ver com o primeiro ponto:as tarifas são uma ameaça próxima.
O presidente Donald Trump deixou claro que, se o bloco das economias emergentes tentasse uma alternativa ao dólar como forma de pagamento global, os países integrantes seriam ‘blindados’ com tarifas de 100%.
"Por convite, o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Qiang, participará na 17.ª Cimeira dos BRICS, no Rio de Janeiro, entre 05 e 08 de julho", afirmou uma porta-voz da diplomacia chinesa, citada num comunicado.
Alemanha e Japão, dois países com um passado industrial em grande mudança, confrontam-se com dois outros, EUA e China, que correm em sentidos opostos e com factores competitivos diversos.
Citada pela agência Bloomberg, a fonte - que não quis ser identificada por a informação não ser ainda pública - disse que a China já comunicou oficialmente a decisão ao Brasil. O país asiático vai ser representado pelo primeiro-ministro, Li Qiang.
Os BRICS+ analisaram, em Brasília, as condições técnicas e financeiras de virem a preencher o vazio deixado na área da saúde internacional e assumirem a liderança e o compromisso ético e moral com a saúde das nações.
Para a Europa, manter canais abertos com Moscovo não é um gesto de condescendência, mas uma necessidade estratégica. Isolar a Rússia é, em última instância, isolar-se das novas dinâmicas do século XXI.
“Enquanto Donald Trump se preocupa em saber em que equipa jogam as pessoas transgénero, os chineses transformam as suas fábricas com a ajuda da IA”. Citando Thomas Friedman, o futuro está na China.
“Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento”, escreveu hoje, nas redes sociais, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Gleisi Hoffmann.