Os números ficaram ligeiramente abaixo da última estimativa do Banco de Cabo Verde (BCV), que apontava para uma taxa média anual de inflação de 2,4%, em 2025.
“A inflação de produtos é agora o maior impulsionador da inflação, como tal. Então, os preços de bens básicos, alimentos e outros itens pessoais estão a aumentar mais”, frisou um analista russo.
A marca faz saber que os produtos estavam aptos a ser consumidos mas não podiam ser vendidos e exemplifica com casos de embalagens danificadas e prazos de validade próximos do fim.
Com o fim da isenção de IVA, e apesar da queda que se tem verificado na taxa de inflação, até ao final de janeiro haverá aumento de preço em alguns produtos, avisa o diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED). Aumentos decorrem da reintrodução da taxa de imposto de 6%, mas também da pressão dos custos das matérias-primas e energia.
"Desde o início de vigência da medida até ao passado dia 4 de setembro, a redução dos preços dos bens alimentares atingiu o valor de 10,14%, evidenciando esse resultado uma diminuição sustentada e progressiva dos preços dos bens alimentares abrangidos pelo referido cabaz ao longo deste período", esclarece o gabinete liderado por António Costa Silva.
A inflação à saída das fábricas norte-americanas foi de 0,3% em termos mensais em julho, ou 0,8% numa análise homóloga, quebrando a tendência dos últimos meses de recuo no indicador à medida que se dissipam os efeitos base criados pela crise energética no ano passado.
A recessão de 2023, que parecia inevitável no final do ano passado, continua sem chegar, mesmo com o recuo claro da inflação. Há efeitos base a beneficiarem a leitura de julho e mais se seguirão durante o verão, mas a tendência de alívio na pressão vivida nos preços europeus parece para continuar.
A energia voltou a recuar, dando seguimento à queda já registada em março, e os bens alimentares desaceleraram significativamente. Ainda assim, a inflação em cadeia mantém-se positiva, o que significa que os preços continuam a subir.
Uma boa notícia é que a Autoridade da Concorrência vai ficar encarregada de fiscalizar os 44 produtos alimentares com isenção de IVA. Espera-se que haja uma vigilância ativa e atenta.
Aparentemente, também já ninguém consegue determinar se a escalada de preços dos bens alimentares decorre da especulação dos comerciantes ou do acréscimo de custo dos factores de produção.
Desde que a guerra na Ucrânia começou, o cabaz de bens alimentares essenciais aumentou 19,31% (mais 35,44 euros), custando agora 219,07 euros fase aos 185 euros registados em fevereiro, alerta Deco Proteste. O peixe e os laticínios são as categorias com os maiores aumentos entre 23 de fevereiro e 7 de dezembro, com subidas de 22,64% e 22,10%, respetivamente.
Pela primeira vez em 14 anos, a multinacional McDonalds aumentou o preço do cheeseburger. Este é um indicador que revela, como poucos, o estado do aumento dos bens alimentares e do custo de vida a nível planetário.
É moralmente insuportável a despesa pública que se antecipa por ocasião e por causa das celebrações natalícias 'vis a vis' as consequências para os mais pobres de uma inflação de 10% e uma inflação nos produtos alimentares acima de 20%.
Desde que a guerra na Ucrânia começou, o cabaz de bens alimentares essenciais aumentou 21 euros. A pescada fresca e os brócolos sofreram o maior aumento de preço entre 1 de março e 31 de agosto, de 67% e 47%, respetivamente. Também na maioria dos alimentos de primeira necessidade encareceram: em 63 produtos, 55 aumentaram de preço. É o caso do óleo alimentar, batata vermelha, frango inteiro, bife de peru e das costeletas de porco.
Além dos receios de quem vê uma crise no horizonte, após dois anos de pandemia, são duas as minhas maiores preocupações para a economia doméstica: a definição de política monetária de combate à inflação e a execução do PRR.
A Rússia defendeu-se das sanções com medidas retaliatórias para fazer com que o efeito das sanções fosse reflectido mais rapidamente no Ocidente. Como irá a situação evoluir?
Aqueles que têm a seu cargo responsabilidades políticas, em particular as Nações Unidas, têm a obrigação moral de trabalhar a diplomacia e promover o cessar-fogo.