Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Nicole de Fontaines, diretora executiva do CEMS, afirma que “estes resultados revelam que a maioria dos jovens não está apenas a aceitar, mas a abraçar a crescente integração da IA em várias facetas da sua vida quotidiana".
O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop) anunciou hoje uma greve nacional ao processo de avaliação e ao trabalho associado às provas de aferição, a partir desta terça-feira.
Os alunos de Gestão e Produção de Cozinha da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve vão desbravar o potencial culinário das microalgas, em colaboração com o GreenColab e o conceituado chef algarvio Leonel Pereira.
A polémica levantada pelo tema levou o Ministério da Educação a pedir, no ano passado, um parecer ao Conselho de Escolas, que considerou que a solução para responder aos impactos negativos do uso dos telemóveis em contexto escolar não passa por proibir a sua utilização, mas defendeu que devem ser os próprios agrupamentos a decidir.
É preciso um debate a sério sobre como ensinar o que ficou por aprender, olhar para o que outros países fizeram, e não ter medo da palavra avaliação: da aprendizagem, das escolas e dos alunos.
Em declarações à Lusa, Clara Carvalho, do Centro de Estudos Internacionais do Iscte – Instituto Universitário de Lisboa, explicou que algumas instituições promovem um “semestre zero” que permite aos alunos adaptarem-se à pedagogia e sistema de ensino, algo que considera ser muito eficaz”.
O aumento da multiculturalidade nas turmas, a falta de professores, nomeadamente profissionalizados e o pouco investimento nas escolas poderão ajudar a explicar a regressão generalizada da performance dos alunos portugueses na avaliação PISA 2022. O JE acompanha o debate da sociedade portuguesa sobre o tema.
Conclusões de um inquérito realizado pela FENPROF junto de 4.471 professores revela que há professores a trabalhar mais de 50 horas por semana e a ensinar mais de 200 alunos.
Este ano, os exames nacionais do secundário continuam a ser em papel, à exceção de um conjunto de estudantes e escolas que irá participar no projeto-piloto e realizar as provas em formato digital.
O primeiro-ministro considerou hoje que o seu Governo foi até ao limite constitucional na integração do “escalão regional” e que a conclusão do processo de descentralização é a melhor homenagem aos 50 anos do 25 de Abril.
Os resultados do PISA 2022 não surpreendem. Vêm demonstrar que é preciso intervir com políticas de educação para inverter os efeitos do confinamento sobre o conhecimento dos alunos portugueses.
"A Rede de Cursos do Ensino Português no Estrangeiro (EPE), publicada a 28 de agosto, cerca de duas semanas depois de grande parte dos professores já terem iniciado as atividades letivas, vem confirmar o conhecido facto de se registar uma progressiva redução de docentes", aponta a FNE.
A cofundadora da COVID Education Alliance diz, ao JE, que a sala de aula está condenada a desaparecer, mas não o professor, cujo papel até se tornará mais forte. O mundo está a mudar, mas não pode cair na armadilha que tem seguido em que apenas os mais ricos conseguirão fazer a transição para a escola do futuro.
Informática e Português são as disciplinas que registam maiores dificuldades de recrutamento, segundo Luís Lobo, do secretariado nacional da Fenprof, que cita dados da Federação em declarações ao JE.
O ano letivo 2023/2024 arranca na próxima semana, entre os dias 12 e 15, e, mais uma vez, a dificuldade em contratar docentes volta a assombrar a reabertura das escolas, um problema que, não sendo novo, parece agravar-se ano após ano.
Com os cortes no crédito horário atribuído às escolas, com a falta de docentes e com a tardia divulgação das colocações destes, a FENPROF espera que este seja um início de ano letivo "cheio de constrangimentos".
O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, avançou hoje que o Plano de recuperação das aprendizagens vai ter menos professores no próximo ano letivo, por falta de fundos europeus.
Segundo dados divulgados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o ensino público perdido 21.902 alunos, mas em contrapartida o ensino privado aumentou 5.141 alunos.