Secretário de Estado assegura que Governo não determina operações policiais

“O Governo não dirige operações, não encomenda operações e, muito menos, diz à polícia como é que atua em cada cenário”, disse, em declarações aos jornalistas, Telmo Correia, que esteve a acompanhar uma ação de fiscalização da Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito da campanha “Festas MAIs Seguras”, na Ponte 25 de Abril, em Almada.

Secretário de Estado assegura que Governo não determina operações policiais
Cristina Bernardo

O secretário de Estado da Administração Interna assegurou hoje que o Governo não determina nem se intromete na atuação das forças de segurança e disse que operações policiais preventivas, como a de quinta-feira no Martim Moniz, “sempre existiram”.

“O Governo não dirige operações, não encomenda operações e, muito menos, diz à polícia como é que atua em cada cenário”, disse, em declarações aos jornalistas, Telmo Correia, que esteve a acompanhar uma ação de fiscalização da Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito da campanha “Festas MAIs Seguras”, na Ponte 25 de Abril, em Almada.

Questionado sobre a operação policial, na quinta-feira no Martim Moniz, em Lisboa, o secretário de Estado considerou que as forças de segurança “são exemplares no trabalho em toda e qualquer circunstância” e afastou qualquer intromissão do Governo.

Em resposta a algumas críticas, Telmo Correia disse ainda que operações preventivas como aquela “sempre existiram” e este ano o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP realizou mais de 90.

“O que é errado, do meu ponto de vista, é tentarmos transformar isto num caso. Sobretudo, num caso político”, afirmou, considerando que “insinuar que os diretores ou os comandos dos polícias são instrumentalizados politicamente é surreal”.

Da parte do Governo, Telmo Correia reforçou que não são determinadas operações, mas apenas uma orientação política “e a orientação política deste Governo é clara: a segurança é uma prioridade e queremos mais polícia, com mais visibilidade”.

Na quinta-feira, durante a tarde, um forte dispositivo policial cercou a rua do Benformoso onde há uma grande comunidade de cidadãos do subcontinente indiano, e revistou centenas de pessoas, tendo detido duas pessoas.

A ação da PSP tem sido criticada por associações de imigrantes, grupos antirracistas e várias forças políticas, que acusam a força policial de estar ao serviço da propaganda do governo contra os cidadãos estrangeiros irregulares.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também considerou que as ações da polícia devem ser feitas com recato.

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