O posicionamento atual da NOS no mercado tecnológico, que tem crescido com a aposta de milhões na Claranet e noutras empresas de TI, é o espelho de uma empresa em “transformação profunda”. As palavras são de Miguel Almeida, presidente da Comissão Executiva da NOS, que falou com a imprensa sobre os resultados de 2025 e o impacto das Tecnologias de Informação nas receitas do grupo.
Hoje, a NOS assume uma vertente fortemente investidora nos tecnológicas, contando com um vasto portefólio de participadas, além da Claranet, Ten Twenty One e da CyberInspect. Segundo Miguel Almeida, a empresa mantém-se atenta ao mercado: “Não me surpreenderia se 2026 trouxesse mais novidades”.
A NOS acabou de encerrar um ciclo de quatro anos de investimento “muito pesado nas tecnologias do presente e do futuro”, afirmou o executivo, observando que a empresa está bem posicionada para enfrentar as mudanças no setor e para ser um “líder na transformação digital”. “Acreditamos que está a haver uma mudança no nosso setor. Nesta interseção de conectividade, inteligência artificial e serviços de tecnologias de informação”, explicou o CEO da NOS, revelando que a empresa conta com mais 1004 trabalhadores dessas áreas.
Segundo Miguel Almeida, que assumiu a presidência da Comissão Executiva da NOS em 2013, a empresa está a “massificar a uso da IA”, estratégia que tem ancorado a transformação do negócio, tanto interna como externamente, através de soluções que otimizam as decisões, aumentam a eficiência, e com impacto direto no cliente.
No negócio das telecomunicações, “apesar do contexto brutalmente desafiante”, a empresa continua a crescer por efeito do forte investimento em 5G e fibra ótica. Em números, foram gastos 475 milhões de euros apenas em 5G ao longo dos últimos quatro anos.
Com um resultado líquido de 241,5 milhões de euros, cerca de 10% abaixo do homólogo se forem considerados os efeitos não recorrentes, e uma receita consolidada recorde de 1.823,2 milhões de euros, a NOS encerrou o ano passado com 214,4 mil novos serviços face a 2024.
“Somos hoje uma empresa muito diferente do que éramos há cinco anos. A NOS tem um balanço muito confortável. Estamos a reduzir o nível de dívida, que já era muito baixo comparando com outras empresas internacionais. Permite-nos continuar a investir e a assegurar a competitividade”, afirmou o CEO na conferência de imprensa desta quarta-feira.