Madeira: PAN defende baixa de impostos e diz que IVA a 0% “não é mau caminho mas é preciso mais”

O PAN defendeu a aplicação do diferencial fiscal de 30%, em todos os impostos, face ao território nacional.

Madeira: PAN defende baixa de impostos e diz que IVA a 0% “não é mau caminho mas é preciso mais”
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A Comissão Política do PAN Madeira reuniu o seu conselho estratégico e alertou para a necessidade de se baixar os impostos e para apontar o dedo ao Governo Regional sublinhando que o executivo madeirense tem a capacidade para reduzir os impostos até 30% face ao território nacional.

A força partidária disse ainda que o IVA 0% nos bens essenciais “não é um mau caminho” mas sublinhou que é “necessário mais”.

O partido salientou que a imagem que perdura do Governo Regional “é a de que quem manda não sabe o que está a fazer”, acrescentando que o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque e o secretário regional da Economia, Rui Barreto, podem “repetir até à exaustão que estamos a criar mais empresas do que antes, que a economia está melhor, mas já ninguém acredita, nem os próprios certamente”.

O PAN diz que se acentuaram as desigualdades e aumentou o número de famílias “profundamente afetadas” pela queda do rendimento real, “provocado pelo aumento dos preços dos bens de primeira necessidade”.

A força partidária referiu que em vez do Governo da Madeira “anunciar folcloricamente com pompa e circunstância tudo e coisa nenhuma, devia governar, devia-se empenhar em criar incentivos à fixação dos jovens e à criação de emprego bem remunerado, de modo a inverter o ciclo de empobrecimento na Região”.

O PAN sublinhou que a Região é a penúltima região menos competitiva a nível nacional, e que os últimos anos de governação de Miguel Albuquerque “têm levado a que a Madeira esteja na cauda” do país em vários indicadores sociais, “desde a Região com a mais elevada taxa de risco de pobreza e exclusão social, à região com o menor poder de compra a nível nacional, situação que levou a que na última década tenha partido cerca de 17 mil pessoas, na sua maioria jovens com formação”.

O partido considerou que são “necessárias medidas para inverter” o ciclo de empobrecimento e o envelhecimento/ redução da população.

“É necessário criar incentivos reais para fixar os jovens, para que as empresas possam criar mais emprego bem remunerado, possam criar mais oportunidades para que os jovens aqui possam viver, crescer, casar, ter filhos, aqui viverem”, disse o porta-voz do PAN, Joaquim Sousa.

A força partidária diz que “coexistem” duas regiões diferentes, “a região de PowerPoint de Miguel Albuquerque e dos amigos e a região real onde vivem as e os madeirenses e uma e outra são muito diferentes e é com base nessa diferença que teimosamente Miguel Albuquerque e o seu “companheiro de interesses do novo CDS-PP” tentam desviar as atenções, porque eles efetivamente não querem abdicar das receitas do IVA, do IRS e do ISP, para poderem manter todos os “tachos” e as suas mordomias”.

O porta-voz do PAN referiu que a redução dos impostos, com o esgotamento do diferencial fiscal de 30% em todos os impostos, face ao território nacional, “permitiria às famílias uma poupança real neste período de dificuldades, passando as mesmas a terem mais dinheiro disponível até final do mês, o que efetivamente poderia estimular o consumo e assim sendo gerar mais receita fiscal para o estado e ganhos de receita para as empresas”.

Joaquim Sousa acrescentou que a população da Região “merece mais” e sublinhou que o PAN “vê na autonomia e no desenvolvimento das potencialidades dos madeirenses e dos porto-santenses uma das suas causas maiores, pois é a autonomia que nos permite cuidar e defender as populações, os seres vivos e o território que habitamos, é a autonomia que nos permite criar condições para que possamos todos viver melhor e não só alguns”, e que o Governo Regional está “gasto, megalómano, resmungão e anti autonomista, por isso é preciso acreditar que Melhor é Possível”.

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