CPPME pede via verde para liquidez e reserva de 75% do PTRR para micro e PME

Nesta reunião, a CPPME manifestou "grande preocupação com a burocracia que entrava os repetidos apoios – que não chegam volvidos dois meses, as linhas de crédito, que na prática são mais endividamento para as empresas, as moratórias fiscais, as dificuldades de acesso à Segurança Social, e a necessidade de controlo e monitorização de todo este processo que anuncia ser de Transformação, Recuperação e Resiliência".

CPPME pede via verde para liquidez e reserva de 75% do PTRR para micro e PME
José Sena Goulão/Lusa

Uma delegação da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME), liderada pelo presidente Jorge Pisco e pelo diretor executivo Carlos Silva, reuniu esta manhã com o Secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, na sede do Governo, no Campus XXI. O tema central do encontro foi o Programa Nacional de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), criado para mitigar os estragos provocados pelas catástrofes climáticas do início do ano.

Durante a reunião, a CPPME entregou as suas “Propostas para uma Economia que Promova o Desenvolvimento Económico Nacional” e as 15 medidas aprovadas no webinar realizado em fevereiro.

A confederação destacou quatro prioridades concretas. Uma a criação de uma Via Verde para a Liquidez – um fundo a fundo perdido, com processo totalmente desburocratizado. A segunda é a reserva de 75% do PTRR para as micro, pequenas e médias empresas. A terceira é a proteção ao emprego em estreita articulação com a Segurança Social e por fim a quarta são garantias de energia, mobilidade, controlo de preços e subsídio à mão-de-obra na fase de reconstrução, face à escassez atual de recursos.

A CPPME manifestou, no entanto, grande preocupação com a lentidão dos apoios. “Passaram dois meses e os apoios não chegam”, sublinhou a delegação. A confederação criticou ainda as linhas de crédito (que na prática aumentam o endividamento das empresas), as moratórias fiscais de difícil acesso, as dificuldades junto da Segurança Social e a falta de controlo e monitorização de todo o processo, que o Governo classifica como de Transformação, Recuperação e Resiliência.

A reunião ocorreu numa altura em que as empresas mais pequenas continuam a enfrentar graves constrangimentos financeiros e operacionais decorrentes das intempéries recentes. A CPPME considera que, sem medidas rápidas e eficazes, o tecido empresarial português corre o risco de perder capacidade de recuperação e de contribuir para a economia nacional.

A confederação aguarda agora resposta concreta do Governo às propostas apresentadas.

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