China exige equidade após isenção da UE ao Cupra Tavascan

“A Câmara convida a UE a aplicar os princípios de justiça, transparência e não discriminação na avaliação e implementação dos compromissos sobre preços, tratando as empresas chinesas de forma equitativa”, lê-se num comunicado publicado no portal oficial da organização.

China exige equidade após isenção da UE ao Cupra Tavascan
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A Câmara de Comércio da China junto da União Europeia apelou hoje para um “tratamento equitativo” para os fabricantes de automóveis chineses, após a Comissão Europeia ter autorizado a importação do modelo elétrico Cupra Tavascan sem tarifas adicionais.

“A Câmara convida a UE a aplicar os princípios de justiça, transparência e não discriminação na avaliação e implementação dos compromissos sobre preços, tratando as empresas chinesas de forma equitativa”, lê-se num comunicado publicado no portal oficial da organização.

Na sequência da decisão relativa ao Tavascan, que é fabricado na China, a entidade referiu que os fabricantes chineses de veículos elétricos estão agora a ponderar apresentar individualmente propostas próprias de compromissos de preços à Comissão Europeia, com base nas suas realidades empresariais.

A Câmara manifestou também disponibilidade para intermediar entre Bruxelas e as empresas chinesas, no sentido de garantir que quaisquer medidas adotadas sejam “práticas e previsíveis”, sublinhando a complexidade dos diferentes modelos e estruturas de negócio presentes nas exportações chinesas para o espaço europeu.

Recordando declarações anteriores do ministério do Comércio da China, o jornal oficial Global Times indicou que Pequim e Bruxelas concordaram, há cerca de um mês, na necessidade de elaborar orientações gerais para os exportadores chineses de veículos elétricos no que toca a compromissos de preços.

Esta terça-feira, a Comissão Europeia confirmou que aceitou a proposta apresentada pela Volkswagen e pela sua filial Seat, após uma investigação ter concluído que o preço mínimo sugerido para o Cupra Tavascan não prejudicaria a indústria automóvel europeia.

Além do compromisso de venda a um preço mínimo, a Volkswagen acordou ainda limitar os volumes de importação e investir em projetos relevantes no setor da mobilidade elétrica dentro da União Europeia, em linha com os objetivos de transição climática do bloco.

Até agora, a importação do Tavascan enfrentava tarifas totais de 30,7%, das quais 10% correspondiam à tarifa-base e 20,7% a uma taxa compensatória adicional. Com a retirada desta última, a Seat evita um impacto financeiro significativo que vinha a penalizar as suas contas.

A fabricante espanhola, pertencente ao grupo Volkswagen, terminou os primeiros nove meses de 2025 com um lucro operacional de 16 milhões de euros – uma quebra de 96% face ao mesmo período de 2024 –, devido, entre outros fatores, ao efeito das tarifas sobre o modelo Tavascan.

A Seat, com o apoio da casa-mãe alemã, vinha há vários meses a solicitar à Comissão Europeia uma solução para este impasse, argumentando sempre que o Cupra Tavascan foi concebido e desenvolvido em Barcelona, sendo apenas produzido na China por uma subsidiária controlada maioritariamente pela Volkswagen.

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