A Comissão Europeia abriu uma investigação formal aos subsídios que a China tem entregue aos fabricantes de veículos elétricos no seu país, segundo anunciou a entidade esta quarta-feira. De acordo com o jornal ‘El Economista’, Bruxelas vai analisar se as ajudas do país asiático são ilegais e se estão a prejudicar a produção europeia.
Isto abre a porta a que sejam impostas tarifas para os Estados-membros da União Europeia (UE) sobre as importações chinesas.
Em comunicado, Bruxelas afirma que “em função das conclusões da investigação, a Comissão Europeia vai determinar o interesse da UE em impor soluções e remediar os efeitos da competição desleal, impondo tarifas contra os subsídios para os carros com bateria da China”.
A investigação da Europa vai ter uma duração máxima de 13 meses, mas terá uma resolução em novembro de 2024, no entanto é possível que a Comissão Europeia tome medidas durante o decurso da investigação se considerar necessário.
Bruxelas já notificou as autoridades chinesas da sua intenção de levar a cabo este procedimento, conforme dizem as normas comerciais internacionais. A organização defende que estas ações foram realizadas por iniciativa própria e não porque o sector automóvel o tenha pedido.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, defende que o sector está a investir e inovar para desenvolver o potencial do sector automóvel elétrico, e por isso ” se encontrarmos indícios de que há impedimentos devido a distorções de mercado e concorrência desleal, vamos atuar de forma decisiva”.
A Europa quer combater o que até agora são sinais de “ajuda ilegal”, de forma a evitar que a China atraia a indústria para o seu território e concorra com vantagem. Já são alguns os países que impuseram tarifas sobre os veículos elétricos de origem chinesa.