Avaliação de risco (Ir)responsável

Quando as famílias recorrem ao crédito, correm riscos, muitas vezes desconhecidos ou não avaliados objetivamente.

Avaliação de risco (Ir)responsável
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Quando as famílias recorrem ao crédito, correm riscos, muitas vezes desconhecidos ou não avaliados objetivamente.

Tomemos o exemplo de uma família típica – pais e 2 filhos menores – que pagam renda, tem 1 automóvel comprado a crédito e as despesas correntes de alimentação, serviços públicos essenciais, saúde e educação dos jovens.

Com um reduzido orçamento familiar, esta família perante o imprevisto – uma avaria no automóvel – fica sem suporte para pagar a reparação.

O casal recorre, então, a crédito para esse arranjo, mas em virtude do pouco rendimento, acabou por manter a utilização de crédito para fazer face a despesas do dia-a-dia.

As despesas foram aumentando e, quase sem se aperceber, a família viu-se numa situação de sobre endividamento e sem capacidade para cumprir todas as obrigações. Assim, considerou que a consolidação dos seus créditos seria a melhor solução.

A avaliação de solvabilidade

Esta família solicitou o crédito ao Banco X aquando da contratação do crédito. Os consumidores têm o dever de prestar à instituição de crédito informações verdadeiras sobre a sua situação económica, para que esta possa cumprir com o dever de avaliar a sua solvabilidade. Ou seja, neste caso, deveria o banco ter verificado se a família tinha capacidade financeira para pagar o empréstimo.

Na avaliação da solvabilidade, as instituições devem ponderar, entre outros considerados relevantes, os seguintes elementos relativos ao cliente bancário:

  • Idade;
  • Situação profissional;
  • Rendimentos e despesas regulares;
  • Informação constante de bases de dados de responsabilidades de crédito – como é o caso, por exemplo, da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.

Apesar de todos os indícios de degradação financeira verificados, o Banco X acabou por conceder o empréstimo pretendido. Todavia, a situação da família agravou-se: com o aumento da sua dívida e consequentemente da taxa de esforço.

Portanto, esta família,, com a concessão deste crédito viu a sua situação financeira agravar-se e saiu prejudicada em primeiro lugar.

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