Acordo UE-Mercosul elevará a relação bilateral a um novo patamar, considera António Costa

“O acordo UE-Mercosul [Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai] criará a maior zona de livre comércio do planeta, trará enormes benefícios para as nossas empresas e cidadãos e elevará a relação bilateral a um novo patamar”, escreveu hoje António Costa numa publicação na rede social X.

Acordo UE-Mercosul elevará a relação bilateral a um novo patamar, considera António Costa
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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, defendeu hoje que o acordo comercial e de parceria entre a União Europeia (UE) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul) vai “elevar a relação bilateral a um novo patamar”.

“O acordo UE-Mercosul [Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai] criará a maior zona de livre comércio do planeta, trará enormes benefícios para as nossas empresas e cidadãos e elevará a relação bilateral a um novo patamar”, escreveu hoje António Costa numa publicação na rede social X.

O presidente do Conselho Europeu encontra-se no Brasil para aprofundar a cooperação entre o país e a UE, nomeadamente ao nível político e comercial, e na terça-feira à tarde reuniu-se em Brasília com o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Viera, no Palácio Itamaraty.

O acordo UE-Mercosul foi um dos assuntos debatidos com o chefe da diplomacia brasileira, numa reunião que não estava prevista e que foi anunciada à última hora, já que o primeiro encontro de António Costa deveria ter sido com o chefe de Estado brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, mas isso não aconteceu devido a um problema de saúde do Presidente do Brasil.

“Foi um prazer conversar com o ministro Mauro Vieira. […] Discutimos o momento das relações entre a União Europeia e o Brasil, bem como os vários desafios globais que enfrentamos e estamos ambos empenhados em reforçar a nossa parceria estratégica”, escreveu também António Costa no X.

Vincando que “Brasil e UE estão totalmente comprometidos no combate às alterações climáticas e na preservação do planeta”, o presidente da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado garantiu que o país “pode contar com o total apoio da União Europeia para que a COP30 seja um sucesso”.

Outro “objetivo comum” diz respeito ao fim das hostilidades na Ucrânia e no Médio Oriente, com ambos os blocos a defenderem “esforços para silenciar as armas e alcançar uma paz justa e duradoura” em solo ucraniano e a “necessidade imediata de acesso à ajuda” face ao “horror diante da catástrofe humanitária em Gaza”, segundo António Costa.

Para hoje, de acordo com fonte do Ministério da Fazenda do Brasil, está previsto um almoço na residência oficial da embaixada de Portugal entre António Costa e o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Hadadd.

Por confirmar está uma eventual reunião entre o presidente do Conselho Europeu e o Presidente do Brasil, Lula da Silva.

Na quinta-feira de manhã, último dia da visita, António Costa irá discursar no primeiro Fórum de Investimento UE-Brasil sobre como “Construir um Futuro Forte e Sustentável” e lançará o Diálogo de Investimento entre o país e a União Europeia.

O Brasil é parceiro estratégico da UE desde 2007.

A UE é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e o seu maior investidor estrangeiro, com mais de 300 mil milhões de euros de investimento direto.

Após relações diplomáticas tensas aquando da Presidência de Jair Bolsonaro, quando Lula da Silva voltou ao cargo, em 2023, os laços UE-Brasil ganharam novo dinamismo, sendo que a conclusão das negociações do acordo UE-Mercosul, em dezembro de 2024, veio dar um novo impulso.

Este acordo é especialmente atrativo para o bloco comunitário neste momento, face às tensões comerciais com os Estados Unidos.

O acordo UE-Mercosul, que será o maior acordo comercial e de investimento do mundo, abrange os 27 Estados-membros da UE mais Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, o equivalente a 25% da economia global e 780 milhões de pessoas, quase 10% da população mundial.

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