A FENPROF e os seus Sindicatos – SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPM, SPRA e SPE – apela aos professores, educadores e investigadores que no 25 de Abril e no 1.º de Maio marquem presença nos desfiles populares e nas manifestações em todo o país em defesa dos valores da Democracia, da Escola Pública da valorização da profissão.
“Se a descolonização está concluída e o desenvolvimento é objetivo sempre em construção, no que respeita à democratização, os tempos que correm são preocupantes”, afirma a maior estrutura sindical de professores do país.
Justifica: “Assiste-se a tentativas de provocar retrocessos, às quais não se pode ficar indiferente. Racismo, xenofobia, discurso de ódio, intolerância perante a diferença e a diversidade ganham espaço na sociedade portuguesa à custa de um discurso demagogo e populista, construído sobre mentiras, falsas promessas e que se altera da manhã para a tarde, adaptado ao que cada um espera ouvir. As dificuldades que as pessoas vivem e as insuficientes respostas sociais do Estado, num caso e noutro, fruto de políticas que tiveram outros interesses, são campo fértil ao crescimento do joio que fragiliza a Democracia”.
Em comunicado enviado às redações, a FENPROF lembra que no início da década de 70, antes da Revolução de 25 de Abril de 1974, os números colocavam Portugal na cauda da Europa na área da Educação e que a Escola pública para todos é uma conquista a defender e melhorar.
Números no início da década de 70
Pré-escolar, totalmente privado, deixava 92% das crianças de fora
A taxa de analfabetismo era de 20% nos homens e 31% nas mulheres
Ensino primário (obrigatório) só era concluído por 85% das crianças
2.º ciclo frequentado por 26% das crianças
Ao 5.º ano (atual 9.º ano) não chegavam mais de 18%
Ensino secundário era frequentado por 2,8% dos adolescentes
Só 1,6% dos jovens tinham acesso ao Ensino Superior