UE tem mais de 600 milhões de euros a recuperar em fraudes e gastos indevidos, alerta organismo europeu

Em 2025, o OLAF recomendou a recuperação de 597 milhões de euros, resultado de 209 investigações concluídas durante aquele ano, às quais se somam outras 254 novas abertas em igual período. Além do montante para recuperação, o organismo sinalizou ainda 18,1 milhões de euros em despesas indevidas.

UE tem mais de 600 milhões de euros a recuperar em fraudes e gastos indevidos, alerta organismo europeu
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O Organismo Europeu Antifraude (OLAF) recomendou no ano passado a recuperação de quase 600 milhões de euros para o orçamento europeu, aos quais se somam mais de 18 milhões em gastos indevidos evitados. O relatório divulgado esta segunda-feira mostra ainda que a agência europeia avançou com mais de 250 investigações ao longo do ano.

Os dados mostram que, em 2025, o OLAF recomendou a recuperação de 597 milhões de euros, resultado de 209 investigações concluídas durante aquele ano, às quais se somam outras 254 novas abertas em igual período. Além do montante para recuperação, o organismo sinalizou ainda 18,1 milhões de euros em despesas indevidas.

No total, são assim 615,1 milhões de euros assinalados pelo OLAF para reforço do orçamento comunitário, mantendo-se 414 investigações em aberto.

Destes, a UE avançou já efetivamente com a recuperação de 22,6 milhões de euros e evitou gastos de 0,4 milhões, continua o documento. Na última década, o OLAF recomendou que a UE reouvesse 8,3 mil milhões de euros e que evitasse mais 873 milhões em despesa infundada, dos quais 6,8 mil milhões regressaram efetivamente ao orçamento.

Ainda assim, e “dada a natureza demorada destes processos (particularmente os que envolvem ações judiciais), estes montantes crescerão ao longo dos anos”, lê-se no relatório.

Em 2025, o organismo emitiu 141 recomendações financeiras, o que constitui o número mais baixo dos últimos cinco anos. O montante sinalizado para recuperação, contudo, ultrapassa os 527,4 milhões de euros em 2021 e os 426,8 milhões de 2022, ficando, no entanto, abaixo dos 1.047,2 milhões de 2023 e dos 871,5 milhões de euros em 2024.

No relatório referente a 2025, o OLAF detalha que a maioria das investigações se relacionaram com irregularidades financeiras, comércio internacional e questões ambientais. Outro foco relevante, continua o documento, prendeu-se com as tentativas de contornar as sanções impostas à Rússia.

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