O sindicato United Auto Workers (UAW) e a fabricante automóvel Stellantis, liderada pelo português Carlos Tavares, chegaram este sábado a um acordo de princípio para pôr fim à greve que durava há cerca de seis semanas, seguindo o exemplo da Ford.
A greve progressiva e simultânea foi iniciada em 15 de setembro na ausência de acordo sobre um novo contrato coletivo de trabalho e envolvia as “Três Grandes de Detroit”: GM, Ford e Stellantis.
Na GM, as negociações prosseguem com as duas partes a tentar chegar a um acordo este domingo.
Segundo a imprensa norte-americana, o acordo entre o UAW e o gigante liderado pelo português Carlos Tavares está em linha com o assinado há três dias com a Ford e inclui um aumento salarial de 25% para os trabalhadores até 2028, dos quais 11% assim que for ratificado.
A medida faz subir os salários dos trabalhadores mais bem pagos das fábricas da Stellantis, que produz a marca Jeep, de cerca de 31 dólares (29 euros) por hora para mais de 42 dólares (40 euros) por hora.
Para entrar em vigor, o acordo vai precisar do apoio da maioria dos trabalhadores filiados no sindicato, sendo possível que os líderes sindicais demorem vários dias a aprová-lo. Mas, segundo noticia a imprensa norte-americana, que cita informação do UAW, os trabalhadores “irão retornar ao trabalho durante o processo de ratificação”.
A imprensa norte-americana destaca o aplauso do Presidente dos EUA, Joe Biden, ao acordo, que considerou “histórico”, salientando ser a prova do poder dos sindicatos e da negociação coletiva para criar “empregos fortes para a classe média” e ajudar “as empresas americanas mais icónicas a prosperar”.