Luis Todo Bom, Gestor de Empresas

Tempos perigosos

O futuro não se constrói com insultos e gritaria. Constrói-se com recato, reflexão, estudo e decisões ponderadas. Receio que a Europa não tenha aprendido nada com estes acontecimentos recentes.

Vivemos tempos perigosos. As guerras da Ucrânia e, sobretudo, do Irão, trouxeram à tona vários fenómenos preocupantes.

No nosso rectângulo, surgiram dezenas de especialistas nas três áreas de conhecimento da actualidade: a geoestratégia militar, a sociedade americana e a indústria do oil & gas.

Curvamo-nos, diariamente, perante tanta sapiência que desabrochou no país.

As televisões aumentaram os seus resultados operacionais, com horas de emissão a custo zero.

A Europa tomou consciência da sua progressiva e continuada irrelevância mundial.

A nível económico, militar, tecnológico e industrial.

Suportada na presunção duma superioridade civilizacional, que ninguém lhe atribuiu, enredada na agenda woke, com uma política energética irracional, definida por uma adolescente sueca, rica, mimada e ignorante, numa perda constante de competitividade.

Apostando nos serviços, com uma política de imigração desastrosa, sem um programa de reindustrialização, ousado e coerente.

A desorientação dos dirigentes da União Europeia, os burocratas de Bruxelas que ninguém elegeu, é visível todos os dias, com avanços e recuos ao sabor das circunstâncias.

A comunicação social europeia evidencia um enviesamento permanente, antiamericano e antissemita.

Quem não insulta Trump, Putin e Netanyahu não é bom cidadão.

As únicas posições sensatas, construtivas e corajosas, vieram de França.

A Alemanha começa a acertar o passo.

Inglaterra é uma desilusão.

O papa responde à provocação dum líder político provocador, com uma réplica típica dum líder político populista.

Perdeu-se o recato e o refúgio espiritual para os católicos.

Entretanto, a China prossegue o seu caminho de afirmação como a nova grande potência mundial.

Reforçando a sua capacidade militar, tecnológica e industrial.

Já destruiu a indústria automóvel europeia.

Outras se seguirão.

Tem uns parques fotovoltaicos e eólicos, para a fotografia.

Decidiu, recentemente, duplicar a sua potência instalada em centrais nucleares.

A sua competitividade industrial tornar-se-á imbatível.

Vivemos tempos perigosos e difíceis.

O futuro não se constrói com insultos e gritaria.

Constrói-se com recato, reflexão, estudo e decisões ponderadas.

Receio que a Europa não tenha aprendido nada com estes acontecimentos recentes.

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