Quando os centros históricos se enchem de menus turísticos, tuk-tuks e souvenirs iguais aos de qualquer cidade europeia, não estamos a vender Portugal: estamos a desqualificar o destino.
Um processo de internacionalização não pode estar apenas preparado para evolução positiva e crescimento, devendo considerar desafios. Desistir de um mercado é abdicar de relações, contratos, possíveis lucros e de um posicionamento conquistado.
A história económica mostra uma realidade simples. As empresas raramente falham por falta de eficiência. Falham quando se tornam extraordinariamente eficientes a fazer algo que já deixou de ser relevante.
Reformar o Estado não é apará-lo nas margens, é reconcebê-lo para um mundo em que o capital humano é escasso, móvel e caro. Quem reduz isto a um exercício de eficiência administrativa não compreendeu o problema.
Reforçar o papel dos politécnicos pode significar criar instituições mais ágeis, mais próximas das necessidades empresariais e mais preparadas para formar profissionais adaptáveis. Tendo presente que a IA não exige uniformidade, mas diferenciação inteligente.
Externalizar determinadas funções para parceiros especializados permite libertar tempo, energia e capacidade de decisão para o que é realmente estratégico.
O verdadeiro valor do hidrogénio verde reside na sua capacidade de descarbonizar setores difíceis de eletrificar. É aqui que o investimento faz verdadeiramente sentido.
Se houver mudanças, e não podemos desconsiderar essa possibilidade, estas podem vir no sentido de endurecer ainda mais a aplicação das leis contra violações estrangeiras, reforçando o sistema em vez de o enfraquecer.
O papel da formação, bem como a criação de uma cultura organizacional que valorize os dados e a inovação, não pode ser subestimado e tem de ser uma prioridade para as empresas que querem acompanhar o presente.
A existência das Big Tech, essencialmente do outro lado do Atlântico, evidenciam a inexistência das condições necessárias ao sucesso desse tipo de modelos de negócio no espaço geopolítico da UE.
Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP - Associação Empresarial de Portugal deixa um repto: "As Indústrias Culturais e Criativas devem ser vistas como um setor económico primordial na inovação, criação de emprego e internacionalização".
O 'greenwashing' distorce o mercado, pois as empresas que investem de forma autêntica na sustentabilidade competem injustamente com aquelas que apenas simulam esse compromisso.
Ao focar-se na identificação dos talentos com as competências e qualificações mais adequadas, independentemente de factores externos como redes de contactos ou influências, o 'Executive Search' promove uma cultura de meritocracia.
A literacia financeira não é apenas uma responsabilidade, mas também uma obrigação da sociedade, que ajuda a evitar burlas e fraudes em esquemas que tendem a proliferar nos momentos difíceis.
A oportunidade de otimizar os processos de decisão, identificar oportunidades e as ameaças do negócio e avaliar os riscos traduz-se como uma vantagem competitiva, um “ponto extra” infelizmente em falta no nosso país.