As mais penalizadas entre as Sete Magníficas foram a Alphabet e Tesla, ao fecharem a sessão bolsista de quinta-feira, com desvalorizações de 6,8% e de 14,5%.
A automotora registou uma descapitalização expressiva nas últimas duas sessões da bolsa de Wall Street, em virtude uma queda agressiva nas vendas registadas na Europa. A aliança entre Musk e Trump levou a um máximo histórico dos títulos em dezembro, mas os movimentos de boicote à empresa estão a puxar o sentimento para as perdas.
Queda nas vendas da marca de Elon Musk acontece num momento em que as vendas de veículos elétricos cresceram mais de 30% e em que os veículos eletrificados aumentam a sua quota para 60% do mercado.
A Tesla explicou que vai lançar gradualmente uma atualização de ‘software’ que inclui a “condução automática assistida por Autopilot nas ruas das cidades” e uma função no espelho retrovisor que deteta se os condutores estão ou não a prestar atenção.
O dia foi negativo entre os principais índices, com quedas expressivas sobretudo entre as tecnológicas. Em sentido contrário, a Alibaba anunciou que vai investir em IA e valorizou mais de 5%.
Desde o tombo de 7% na cotação da Alphabet ao máximo histórico da Meta, passando pelo recorde de receitas da Apple, que não evitou uma queda nas ações, houve reações distintas.
Nos últimos dias, outras marcas, como a Xpeng, a Nio e a IM Motors, anunciaram igualmente planos de pagamento sem juros, reduções no pagamento da entrada ou reduções de preços em alguns dos seus modelos.
Em causa está a primeira queda homóloga na história da empresa, à escala global. A empresa norte-americana entregou 1,79 milhões de carros naquele ano.
Apple, Tesla, Microsoft e Meta apresentaram as contas do quarto trimestre de 2024 na semana passada e os sinais são mistos, assim como as reações dos mercados.
A Reserva Federal dos EUA vai reunir-se para decidir o rumo da sua política monetária. Em dezembro, o banco central liderado por Jerome Powell voltou a baixar os juros diretores da maior economia do mundo em 25 pontos base, marcando a terceira descida consecutiva e somando 100 pontos acumulados de cortes no conjunto do ano passado.
A semana vai ser marcada pelas reuniões de política monetária da Reserva Federal dos EUA e do Banco Central Europeu, com os investidores atentos ao rumo das taxas de juro dos bancos centrais. A época de resultados também continua em força, com destaque para as contas de empresas como a Ryanair, Meta ou Microsoft. Por cá, o foco vai estar virado para os números anuais do BPI.
Disparo de 61% representa um dos melhores anos da última década para a empresa de Musk. Segundo dados da Stocklytics.com, o ano de 2024 só ficou atrás do extraordinário aumento de 731% em 2020 e dos 110% em 2023.
Além de Elon Musk, vários multimilionários da tecnologia marcaram presença na tomada de posse do novo presidente dos EUA. A capitalização bolsista das suas empresas valem, no conjunto, 11,1 biliões de dólares (10,7 biliões de euros).