A Reserva Federal norte-americana manteve inalteradas as taxas de juro mas sinalizou uma nova revisão em alta. Aparentemente, o BCE, bom aluno, não quer ficar atrás.
A taxa de referência deve subir para 5,5%, o quarto valor mais alto dos últimos 100 anos, isto apesar da probabilidade de 25% atribuída pelo mercado a uma pausa na reunião desta quinta-feira. Números da inflação de agosto divulgados na quarta-feira serão decisivos.
Mercado já antecipava e BCE cumpriu: nova subida de 25 pontos, com Lagarde a afastar a ideia de ‘pico’. Investidores e analistas não antecipam mais subidas, centrando o foco na duração do atual nível de juros.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses, nos dois prazos mais curtos, pela terceira sessão consecutiva, para novos máximos desde novembro de 2008.
O ministro das Finanças afirmou numa entrevista recente que quer alargar o âmbito do regime de apoio à bonificação do crédito às famílias com uma taxa de esforço acima dos 50%.
Governo tem estado a "trabalhar de forma muito intensa nos últimos meses" para atenuar o impacto da sucessiva subida das taxas de juro com o Banco de Portugal e com a Associação Portuguesa de Bancos e, assim, "construir uma solução que seja eficaz, sólida para as famílias portuguesas".
Com o mercado apostado no pico dos apertos monetários europeu e americano, a questão passa agora para a sua duração após o décimo aumento de juros desta semana. Especialistas antecipam janela para cortes em 2024.
"O BCE mantém a sua trajetória sem interrupções, transmitindo uma mensagem clara de que o seu objetivo principal é controlar uma inflação que ainda se mantém demasiado alta a nível europeu", salienta Miguel Cabrita, responsável do idealista/crédito habitação Portugal.
As atualizações das projeções macro do banco central serão divulgadas esta quinta-feira e devem incluir uma revisão em alta da inflação para o próximo ano, vista agora como caindo para 3%, e um corte do crescimento. Aumenta a probabilidade de nova subida dos juros diretores na zona euro.
De acordo com a entidade sediada em Mannheim, a "avaliação da atual situação económica continua a deteriorar-se significativamente". Em causa está uma queda de 8,1 pontos para -79,4 pontos, o valor mais baixo em três.
Bruxelas assume que a política monetária do BCE está a produzir efeitos na economia da Zona Euro, mas que existem riscos ligados ao crescimento económico.
A taxa de juro aplicada a esta linha de crédito foi definida no valor de 1,80%. A instituição explicou em comunicado que esta medida tem como objetivo manter uma "liquidez razoável" e ampla no sistema financeiro chinês.
A expectativa quanto a uma pausa no aperto monetário na zona euro é grande, com a economia pressionada e em travagem clara e a inflação a interromper uma série de oito descidas em nove meses.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou-se hoje preocupado com um eventual novo aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), devido à inflação "ainda relativamente alta" na União Europeia.
Membros do painel da Fed “veem riscos ascendentes significativos na inflação, o que pode obrigar a mais apertos” das condições de financiamento, lê-se nas atas de julho.
Especialistas consultados pela Bloomberg esperam que a Reserva Federal mantenha as taxas diretoras em alta. O tão esperado alívio não é já para esta sexta-feira.
Não se espera que as taxas voltem a zero, mas que se mantenham entre os 2% e 3%, o que significará uma prestação mensal inferior à atual, e consequente regresso a uma situação de normalidade.
Quando os governos do Velho Continente se mostram preocupados com a subida das taxas de juro por parte do “insensível” BCE, fazem de conta que não sabem que, a longo prazo, a inflação alta é muito mais perniciosa do que os juros elevados.
O banco central do país nórdico que não faz parte da União Europeia tem nos 4,25% o teto máximo previsto para este ano. A nova subida, mais suave que a anterior, atinge os 4%.