Os países do Sul Global, ao tentarem proteger-se das sanções do Ocidente, estão a provocar mudanças estruturais na arquitectura financeira mundial e a provocar uma queda permanente de importância do dólar e do euro.
As disposições relativas à segurança marítima e à passagem pelo estreito de Ormuz reconhecem implicitamente restrições que a força per se não poderia resolver. Na prática, os EUA não conseguiram uma transformação estrutural do sistema iraniano, nem uma reorganização das dinâmicas regionais.
A Lei dos Serviços Digitais permite sancionar indivíduos apenas porque pensam diferente. Seria difícil não considerar esta Lei um inaceitável instrumento de censura.
Trump, que gosta de apresentar ultimatos como se estivesse a negociar um casino falido em Atlantic City, parte de um erro recorrente na política externa americana: a crença de que o adversário pensa em função do mesmo cálculo de custo-benefício que domina Washington.
O ricochete das sanções veio a dar-se numa Europa a perder competitividade e emprego, a deslocalizar e a fechar empresas, sobretudo as mais consumidoras de energia.
A fatura do Médio Oriente não será apenas energética. Será financeira. Será social. E poderá ser, acima de tudo, política. Porque quando a guerra entra na economia, raramente sai sem deixar marcas no mapa eleitoral.
Numa guerra de desgaste, o fator tempo favorece quem suporta perdas prolongadas e mobiliza recursos industriais de forma sistemática. A Rússia falhou nos seus objetivos políticos centrais. Mas não colapsou.
“Num momento em que decorrem importantes conversações de paz em Abu Dhabi, devemos ser realistas: a Rússia só se sentará à mesa com intenções genuínas se for pressionada a fazê-lo, esta é a única linguagem que a Rússia compreende", disse von der Leyen, numa declaração divulgada em Bruxelas..
“Acabámos de adotar o nosso 19.º pacote de sanções, que visa bancos russos, bolsas de criptomoedas, entidades na Índia e na China, entre outros. A UE está a restringir os movimentos dos diplomatas russos para combater as tentativas de desestabilização”, bem como a dar passos para proibir o gás natural liquefeito (GNL) russo, revelou no X a Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
No passado dia 14 de julho, Trump já tinha avisado Putin de que aplicaria sanções a Moscovo se, num prazo de 50 dias, a Rússia não pusesse fim à ofensiva na Ucrânia. No entanto, esse prazo agora encurtou porque o presidente dos EUA não vê progressos na ofensiva e admitiu estar "desiludido" com o homólogo russo.
Donald Trump está cada vez mais frustrado com Putin e o presidente russo garante estar disposto a lutar na Ucrânia. Paz só se o Ocidente aceitar as suas condições.
Para Netanyahu, o ataque em solo iraniano foi uma demonstração de força. Mas para Donald Trump, agora de novo Presidente dos EUA, foi um lembrete incómodo de que mesmo os aliados mais próximos podem complicar estratégias delicadas.
Pequim “opõe-se firmemente a tais sanções unilaterais, porque não têm qualquer base no direito internacional e não contam com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU”, disse hoje a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Mao Ning, em conferência de imprensa.
O Presidente ucraniano revelou este sábado, ter discutido o assunto com o presidente dos Estados Unidos quando se reuniram no Vaticano em 26 de abril, no funeral do Papa Francisco. "Não vou entrar em pormenores, mas o que ele (Trump) me disse pareceu-me muito poderoso”, afirmou.
Como parte do plano dos EUA, a guerra, que já dura anos, seria considerada congelada. As áreas ucranianas atualmente ocupadas pela Rússia permaneceriam sob a liderança do país liderado por Vladimir Putin. Além disso, a Ucrânia não entraria na Organização do Tratado do Atlântico Norte, uma aliança militar mais conhecida como NATO, segundo a proposta.
As três lições da Guerra da Ucrânia evidenciam a ascensão da 'realpolitik', na qual factos e interesses estratégicos prevalecem sobre discursos e suposições.
Trump é o dilúvio, pretende passar a imagem de conseguir desfazer quatro anos de Biden de uma penada, reforçar o símile de fazedor, impor uma nova ordem americana. Mas, pesem embora os danos e o sofrimento que causará, poucas destas medidas terão sucesso.
"Este é o tempo de tentar um acordo", escreveu Trump na plataforma Social Truth, assegurando que eventuais sanções serão sempre uma solução de último recurso.