Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
A leitura ficou abaixo do projetado, mas o mercado até agradecerá as notícias, dado que inclinam menos a Reserva Federal para subir juros diretores no imediato.
O presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, disse hoje que a inflação ainda está muito alta e sugeriu que o banco central talvez precise de elevar as taxas de juros nos próximos meses para reduzi-la.
"Quando a conheci [Lagarde] há 20 anos como ministra das Finanças, gostei dela; agora adoro-a", atirou o presidente da Fed depois da sua homóloga europeia ter recusado dar sinais quanto ao futuro dos juros. Ainda assim, a inflação é para combater em ambos os lados do Atlântico, convergem.
As subidas seriam de 25 pontos bases e ocorreriam em setembro, outubro e novembro, atingindo os 4,50%. O Bank of America prevê que a Fed "mantenha as taxas inalteradas" em 2027.
A Fed deve destoar dos seus homólogos europeu e japonês ao manter as taxas inalteradas em junho, quando Kevin Warsh se estreia à frente do banco central e dos microfones dos jornalistas. Semana prossegue com reunião no Banco de Inglaterra, que deve optar por uma pausa, mas com um debate animado.
Os juros deverão ficar novamente inalterados na reunião de abril, isto apesar das tensões no Médio Oriente, e o mercado focar-se-á na última conferência de imprensa de Powell como presidente, mantendo-se a questão: o atual presidente fica como governador até 2028?
Opinião do Nobel de 2008 vai contra o que a Reserva Federal norte-americana, mas o economista não tem dúvida que o estado atual da economia encerra semelhanças preocupantes com a crise que precedeu a Guerra do Yom Kippur.
O estudo da Fed de Nova Iorque estima que 90% do impacto das tarifas está a ser imputado às empresas e consumidores norte-americanos e é este o principal motivo para a inflação acima do objetivo em 2025, contrariando declarações recentes de governadores leais a Trump.
Tal posição deve-se à convicção de que Kevin Warsh, sucessor de Jerome Powell à frente da Fed, possa ter uma "postura mais antecipatória" face às suas decisões de política monetária.
Warsh, de 55 anos, tem um passado no banco central como membro do Conselho de Governadores entre 2006 e 2011 (onde foi, à altura, o membro mais jovem na história da Fed) e em vários bancos de renome nos EUA, além de se ter formado em várias universidades de topo. Chega agora à liderança da Reserva Federal, que já acusou de falta de credibilidade.
Há muito que Warsh estava na calha para um cargo importante durante uma qualquer maré republicana na Casa Branca. Esteve para ser secretário do Tesouro e já fazia parte da Fed desde que George W. Bush ali o colocou. Talvez um dia possa explicar porque é que a Lehman Brothers foi sacrificada em 2008.
Reserva Federal reúne-se pela primeira vez este ano e, com o mercado a dar como certa uma reunião sem mexidas nos juros, o destaque recai sobre Jerome Powell e a pressão que Trump tem feito sobre o presidente do banco central.
Presidente da Fed mudou de postura, acusando Trump de o visar pela sua recusa em baixar taxas, e analistas e conselheiros da Casa Branca convergem: a perseguição a Powell será contraproducente.
A Fed reúne-se a 28 de janeiro naquela que será a antepenúltima reunião de Jerome Powell como líder da Reserva Federal norte-americana. O FedWatch, do CME Group, atribui uma maior probabilidade a que as taxas de juro se mantenham inalteradas nas reuniões de janeiro [interrompendo ciclo de descidas iniciado em setembro de 2025] e março e que em abril exista uma descida.
Com três dissidentes, algo inédito desde 2019, a Fed optou por voltar a descer taxas, mas colocou alta a fasquia para mais cortes, dadas as ameaças ao emprego e à inflação a 2%. Revisão de projeções também espelha divisões internas.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a EDP Renováveis que cai 1,37% para os 11,53 euros, seguida pela EDP que desvaloriza 1,22% para os 3,73 euros, e a Ibersol que quebra 0,99% para os 10 euros.