Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
Antigo governante social-democrata lamenta os "espetáculos de trade off políticos em direto" no Parlamento e constata que o "ambiente político está altamente degradado".
“Creio que o PSD está unido na liderança de Luís Montenegro, que será o candidato a primeiro-ministro”, afirmou o governante, à margem da conferência Fórum da Banca, organizada pelo JE, que se realiza hoje em Lisboa.
Em comunicado enviado às redações o executivo informou que a reunião está agendada para as 10horas desta segunda-feira e vai decorrer na residência oficial do primeiro-ministro. Foi revelado que após a reunião há um briefing à comunicação social.
"O contexto político exige responsabilidade ao maior partido da oposição, que tem de dizer aos portugueses se quer ou não estabilidade politica", afirmou Pinto Luz.
A minha responsabilidade, [e] parece que não há alternativa a isso, é devolver aos portugueses a capacidade que só eles têm de escolher o que querem para Portugal“, disse Luís Montenegro num almoço do PSD no âmbito do Dia da Mulher, na Maia (distrito do Porto).
Deputada socialista Susana Correia defende que "ainda existe muito a fazer na possibilidade de dar às Unidades Locais de Saúde as condições necessárias para melhor resultados".
“Não, não preciso de contar, porque só os partidos fracos é que precisam de bengalas. Nós não precisamos porque o PSD da Madeira sempre teve autonomia”, declarou Miguel Albuquerque, questionado pelos jornalistas se vai contar com o também líder do PSD na campanha eleitoral, que tem início no domingo.
Antigo presidente do PSD afirma que o "país está incrédulo com a ideia de ter eleições antecipadas" e pede a Marcelo Rebelo de Sousa que "não atire a toalha ao chão" e faça "um último esforço" para evitar eleições antecipadas.
É verdade que o conflito de interesses não está de todo confirmado, mas a duplicidade do primeiro-ministro manchou a sua autoridade ética e política como era inimaginável há menos de um mês.
Os eleitores estão cansados de eleições, de vozearia política e de posicionamentos táticos, bons para conversas de café, mas inúteis para a vida de cada dia.
PSD tenta vedar o caminho a lutas internas e aposta tudo em Luís Montenegro como candidato a primeiro-ministro nas mais do que certas eleições antecipadas de maio.
As comissões políticas regionais dos Açores e da Madeira e “todas as distritais do PSD” manifestaram, esta quarta-feira, “total apoio ao primeiro-ministro”, que consideram estar a ser alvo de um “feroz ataque” à sua idoneidade para causar instabilidade política.
A crise política criada pela empresa da família de Luís Montenegro vai continuar, garantidamente, além da moção de censura apresentada pelo PCP, que será discutida e deverá ser chumbada hoje, na Assembleia da República.
“Tudo o que se tem discutido nos últimos dias, tudo o que tem sido objeto de análise, ponderação, resulta porque o senhor primeiro-ministro declarou tudo aquilo que tinha de declarar no seu registo de interesses e na sua declaração de rendimentos. É bom que nós nos lembremos sempre disso, porque isso é um ponto de partida importante para o debate”, afirmou o presidente da Assembleia da República.
Num comunicado do gabinete de Luís Montenegro, refere-se que “nos últimos dias sucedem-se notícias sobre alegadas condutas atribuídas ao primeiro-ministro no âmbito profissional e patrimonial, muitas das quais assentes em pressupostos falsos, incorreções, imprecisões e ou interpretações jurídicas altamente discutíveis”.
O secretário-geral do PS considerou que permanecem muitas dúvidas e que “o primeiro-ministro está a contribuir de forma ativa para a degradação das instituições do regime democrático”.
Questionado pelos jornalistas se é o fim de linha para Luís Montenegro, o líder da IL respondeu: “creio que se aproximou dela e que saiu desta situação muito mais fragilizado”.
Passagem à segunda volta é um “bónus” que pode estar ao alcance do líder do Chega. Apesar dos escândalos que minam o partido, Ventura parte para a o desafio “quase a 100%”.