“Nunca excluí, mas isso não significa que a notícia seja Mariana Vieira da Silva não exclui. Estou disponível a ajudar o PS das mais diversas formas a encontrar um caminho que seja de união”, disse, na noite de terça-feira, em entrevista à SIC Notícias a cabeça de lista do PS por Lisboa nas últimas eleições.
O Presidente da República ouviu os líderes dos três partidos mais votados nas eleições de domingo. Se Luís Montenegro optou por não falar, Pedro Nuno Santos, em jeito de despedida, deixou o desejo de que a "situação política" de Portugal se "estabilize rapidamente". Já André Ventura, salientou que o Chega "é um partido responsável", mas "deve ter um Governo alternativo pronto para governar a qualquer momento".
Antigo governante socialista defende que sucessor de Pedro Nuno Santos na liderança do partido "deve ser seguramente alguém que retome o curso normal e clássico do PS, à esquerda do centro moderado, e capaz de captar o centro político". "E, naturalmente, deverá estar aberto a criar condições de estabilidade durante um período razoável", frisa em declarações ao Jornal Económico (JE).
Vítor Ramalho avisa que o mundo mudou para o PS, com a AD a conquistar mais deputados que toda a esquerda junta e com a direita a garantir mais de dois terços do Parlamento. O PS vai ter de perceber o que correu mal e de se reinventar, ao centro e pronto para dialogar com todos os partidos. “Sem exceção”, sublinha o dirigente histórico do PS e ex-governante no 5 Minutos de hoje. E avisa que os socialistas têm de estar preparados para não regressar ao poder tão cedo.
Em declarações a agência Lusa, na sequência da pesada derrota eleitoral do PS nas eleições de domingo, que culminou com a demissão de Pedro Nuno Santos do cargo de secretário-geral, Francisco Assis considerou “uma grande injustiça” aquilo que aconteceu ao líder, que “acaba por passar por uma situação que não merecia”.
O antigo governante deve estar "disponível para servir o Partido Socialista e o país", mas para este ainda é a altura de ouvir e ponderar, para "depois decidir".
De acordo com a convocatória, a que a agência Lusa teve acesso, o presidente do PS, Carlos César, refere que depois do anúncio desta noite de Pedro Nuno Santos, após a pesada derrota do PS, convoca os membros da Comissão Nacional para esta reunião, que decorrerá sábado de manhã, em Lisboa, em local ainda a designar.
A coligação liderada por Luís Montenegro elegeu 86 deputados, teve 32,1% dos votos, e 1.914.913 votos. Contudo ainda falta fechar os mandatos dos consulados. Depois da AD surge o PS com 58 deputados, 23,3% dos votos, e 1.394.491 votos. O Chega elegeu 58 deputados, teve 22,5% dos votos e 1.345.575 votos.
A AD somou 32,10% dos votos, enquanto os socialistas obtiveram 23,38% e o Chega 22,56%, registando-se uma diferença de 48.916 votos entre estes dois partidos.
Em declarações ao Now, o socialista e antigo governante considerou que "é profundamente perturbador" que o PS esteja "à espera do final da noite eleitoral para saber se fica à frente ou não do Chega", sublinhando que esta situação "não é normal" e que não deve ser encarada "com naturalidade".
“Com toda a humildade, aceitamos a decisão do eleitorado”, afirmou o líder socialista após a divulgação dos resultados das eleições antecipadas nas quais a AD - coligação PSD/CDS manteve os três eleitos e o PS perdeu um deputado, ficando reduzido a um representante.
Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, perde inclusivamente para a Aliança Democrática (AD) em São João da Madeira, no distrito de Aveiro, de onde é natural.
Após a AD, que obteve 41,3%, o Chega surge na segunda posição com a eleição de um deputado, com 20,9%, seguido pelo PS com um deputado, e 13,4%, e o JPP com um deputado, e 12,3%.
Em declarações na TVI/CNN, enquanto comentador da noite eleitoral, o deputado disse que estes resultados são “uma calamidade” que “obriga o PS a tomar decisões”.
“Este é o momento de apelo à participação, de respeito pela democracia, por uma participação cívica, respeitadora de todos, tolerante, mas muito participada, é isso que eu desejo”, afirmou Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas depois de ter votado, pelas 11h45, na Escola Básica de Telheiras, em Lisboa, acompanhado pelo filho.
Penúltimo dia de campanha foi abafado por André Ventura, que se sentiu mal pela segunda vez esta semana. Confiantes na vitória, Aliança Democrática (AD) e Partido Socialista (PS) dramatizam os apelos ao voto e prometem dar estabilidade ao país.
"Quem não quiser acordar com um Governo da AD com a IL tem mesmo de ir votar e dirijo-me aos eleitores à esquerda e aos eleitores de centro que não querem um Governo radical que vai desmantelar o nosso estado social. Têm mesmo que votar no PS e não devem dispersar o voto", pediu o líder do PS.