Falta decidir o que queremos ser e, depois, falta quem consiga segurar o leme tempo suficiente — com talento e ideias próprias, sem copiar e sem os boys de ocasião.
Não parece que a China se prepare ou tenha a intenção de iniciar um conflito militar em larga escala, mas indica que os dirigentes chineses consideram esse conflito muito provável e talvez inevitável, algures no final da década de 2020/início da década de 2030.
Todos os anos, recursos que poderiam ser direcionados para o investimento produtivo nacional acabam por ser utilizados na resposta a emergências previsíveis.
Os municípios que investem na ação climática reforçam a sua capacidade para atrair investimento, criar emprego qualificado, reter talento e, principalmente, aumentar a resiliência das suas infraestruturas. A experiência demonstra que quem avança primeiro ganha vantagens competitivas.
Nos mercados mais maduros, da Europa e do Golfo Pérsico, a preocupação das empresas familiares deixou há muito de ser apenas a criação de riqueza e passou a ser a sua preservação e passagem entre gerações.
A China estuda e compara muito, sustenta as decisões, pensa a médio e longo prazos. Preocupa-se com os vizinhos da Ásia Central. Entende que a geografia e a proximidade importam, apesar da globalização, e que o mundo é feito de relações e equilíbrios.
Se não houver planeamento adequado – saúde, educação, segurança, transportes, higiene urbana, etc. –, a competitividade de Sines será, a prazo, posta em causa: ninguém quer viver muito tempo numa cidade desconjuntada e impreparada.
O direito e a política convergem: os contratos estruturam o risco e as instituições estabilizam expectativas. Ambos evitam o temível fenómeno do pânico.
A regra é a resposta ser tardia e desarticulada, mais solidária do que institucional. Desenrascamos muito. A intervenção do primeiro-ministro, que deveria ser excecional, tornou-se obrigatória. E o pior é que não aprendemos de um episódio para o outro, repetimos tudo.
Não estamos perante uma operação moral. Estamos perante uma operação de poder. A nova doutrina americana é uma doutrina de guerra económica total. O campo de batalha? Portos, minas, contratos de concessão, sistemas financeiros e governos frágeis.
É fundamental que as empresas familiares passem da consciência passiva do que é importante e tem de ser tratado e parem de se refugiar no que dizem ser urgente.
Melhor teria sido autonomizar uma pequena empresa, dentro do universo da Carris, para onde a experiência de muitos anos se transferisse neste novo modelo de organização empresarial.
O planeamento estratégico deve ser visto não como uma opção, mas como uma obrigação ética e política, que garante sustentabilidade e equidade para as gerações futuras. Portugal não pode continuar a olhar apenas para o imediato.
Portugal tem conhecimento técnico, talento e experiência para se tornar uma referência europeia em restauro da natureza. Junte-se ambição política e visão estratégica para incluir esta abordagem nos principais instrumentos de planeamento económico.
O documento elaborado pela Ordem dos Arquitetos (OA) sublinha os "muitos dos desafios atuais da sociedade portuguesa direta ou indiretamente" ligados a esta disciplina, e assegura aos partidos a disponibilidade para colaborar na construção de soluções "que sirvam o interesse público e respondam às necessidades concretas das comunidades".
Pouco ou nada tem sido referido nos media sobre o facto de a China estar a trabalhar no conceito geopolítico de “civilização ecológica” há quase 20 anos. Um pilar da sua narrativa que estabelece o objetivo de neutralidade carbónica até 2060.
Não é de todo descabido pensar-se na criação de um Fundo Soberano para fazer face a perdas e danos causados por desastres ambientais, que irão ocorrer no futuro e, consequentemente, incidir nas gerações futuras.
Cuidar dos cidadãos imigrantes é uma questão de dignidade e de humanidade. Já o cuidar de imigração é uma questão de planeamento e de definição de política pública para o sector.