Na comparação em cadeia, o PIB da zona euro cresceu uns ligeiros 0,1% e o da UE 0,2% entre janeiro e março, depois de ter avançado 0,2% no trimestre anterior.
Os dados do PIB português conhecidos na sexta-feira revelaram uma subida para 242,3 milhões de euros no ano passado, que terá contribuído para o avanço do índice PSI.
Hugo Vilares de Almeida, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, e um dos autores do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos sobre o mercado imobiliário, destaca o agravamento nas condições de acesso à habitação para compra e arrendamento. Existem "dificuldades efetivas de encontrar habitação acessível e condigna", alerta o especialista em entrevista ao JE.
Em causa estão a “incerteza" e o facto do resultado orçamental apurado no primeiro trimestre não incluir os encargos de medidas adotadas do “pacote inflação” com impacto previsto nos restantes trimestres do ano.
Num comentário publicado dia 10 de julho, o BMI – Business Monitor International (da Fitch) prevê que o PIB real de Angola contrairá 0,7% em 2023, após o crescimento de 3,1% em 2022. Esta revisão reflete em grande parte o impacto da forte desvalorização do kwanza em junho de 2023, dizem os analistas.
O PIB espanhol avançou 0,6% entre janeiro e março deste ano, melhorando uma décima o cenário que tinha sido adiantado no final de abril e recuperando os valores pré-pandemia, de acordo com dados definitivos do INE.
O primeiro trimestre fechou com o país a liderar o crescimento na zona euro, mas a subida dos juros, o abrandamento dos principais parceiros comerciais e os atrasos no investimento pesam nas projeções para este ano. Procura interna já sofre e a externa deve começar a fraquejar.
No final de 2022, os rácios médios da dívida pública mais elevados registaram-se na Grécia (171,3%), em Itália (144,4%), em Portugal (113,9%), em Espanha (113,2%).
O défice público recuou, em 2022, tanto na zona euro, para os 3,6% do PIB, quanto na União Europeia (UE), para os 3,4%, face ao ano anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Entre as razões para a diferença, a publicação aponta a súbita subida de preço como responsável desta diminuição, uma vez que influenciou a receita fiscal e ajudou a atrasar lesões no emprego e a subida do desemprego.