Trump, “o Grande”, aposta cada vez mais em desgastar os alicerces da ordem que amplificou a influência dos Estados Unidos no mundo e do sistema internacional do pós-1945, tornando o mundo muito mais instável.
A digitalização das interacções no mundo contemporâneo não conhece fronteiras. Numa época em que não há um só espaço, estas fronteiras que matam tantos é um anacronismo que só a violência faz sobreviver.
Repetem-se os erros do passado quando não se discute o que é verdadeiramente importante: as questões relativas às reformas da justiça, saúde e educação, e sobretudo que País queremos deixar para as próximas gerações.
A Europa não pode ser simples espectadora dos acontecimentos, limitando-se a invocar princípios que mais não são do que disfarces para a falta de estratégia e inépcia que a tem caracterizado.
O retorno de Trump não apenas simboliza uma guinada na política americana, mas também se torna um catalisador para reconfigurações profundas em sistemas financeiros, alianças estratégicas e paradigmas de governança.
Entre o populista e o figurante, tudo é péssimo, cada vez pior, mas talvez entre o péssimo e o ainda pior, Biden represente hoje mais perigos para o mundo.
Apesar de alguns alimentarem a ilusão da reversão dos acontecimentos na Ucrânia, os decisores sabem que a possibilidade de isso acontecer é extremamente remota.
O projeto apresentado no final da cimeira do G20 reflete bem a fragmentação da economia mundial, crescente complexidade do comércio global e da multipolaridade de poderes.
O ano que passou, não se revelou substancialmente diferente dos outros. Ninguém teve verdadeiramente a preocupação de lançar uma discussão séria sobre o paradigma de desenvolvimento nacional, que é o que nos deveria preocupar a todos.