Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Apesar de alguns alimentarem a ilusão da reversão dos acontecimentos na Ucrânia, os decisores sabem que a possibilidade de isso acontecer é extremamente remota.
A ratificação da candidatura sueca à Aliança Atlântica, que agora apenas necessita de luz verde da Hungria, do total de 31 estados-membros, foi aprovada por uma ampla maioria de 287 votos a favor, 55 contra e quatro abstenções.
Após a ratificação pela Turquia, a Hungria permanecerá como o último obstáculo ao processo de adesão, que a Suécia e a vizinha Finlândia decidiram iniciar em reposta à invasão da Ucrânia pela Rússia há cerca de dois anos.
Não falta no mundo quem se esqueça que a paz faz-se com os inimigos. Mas é inegável que, se queremos evitar a guerra, temos de nos preparar para ela, como reza o adágio latino.
A aliança atlântica quer mostrar à Rússia a sua potência e prontidão. Já agora, o recado segue também para Donald Trump, que há quatro anos causou o maior abalo que a organização alguma vez sofreu desde que foi criada.
As economias americana e europeia vão estar mais interdependentes que nunca, da economia à defesa, onde a NATO se torna cada vez mais imprescindível para os EUA e para nós, europeus.
A Turquia é o último membro da Aliança Atlântica, juntamente com a Hungria, a bloquear a adesão da Suécia à NATO, através de sucessivas exigências, mas hoje a comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia Nacional turca voltou a analisar o tema, que foi, depois, aprovado.
O acordo – assinado em Washington e que formaliza laços mais estreitos entre Washington e Helsínquia - foi saudado pelo ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, como “um forte sinal do compromisso dos Estados Unidos na defesa da Finlândia e de toda a Europa do Norte”.
“Não havia problemas. Agora, haverá. Vamos criar o distrito militar de Leningrado (noroeste) e concentrar ali unidades militares. Eles precisavam disso? É simplesmente um absurdo”, disse o presidente russo.
O secretário-geral da organização considera que o país invadido não deve ainda fazer nada para promover negociações de paz. Primeiro, reforça, é preciso ganhar a guerra.
Vão juntar-se a um conjunto de efetivos que já estão naquele país, completando o contingente de 200 militares que compõem a 4.ª Força Nacional Destacada para a Roménia.
De relembrar que a Turquia levantou, inicialmente, objeções em relação à entrada da Suécia no Tratado Atlântico, acusando o país de abrigar grupos terroristas.
O deputado social-democrata António Proa sublinha que o Orçamento do Estado mantém a Defesa nacional numa rota da desvalorização e que não se adapta aos conflitos no leste e no Médio Oriente. As declarações foram feitas durante a audição da Ministra da Defesa no Parlamento, esta sexta-feira.
Erdogan tem estado a adiar a ratificação da admissão da Suécia na NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, bloco de defesa ocidental) como membro de pleno direito, acusando Estocolmo de ser demasiado branda com os rebeldes curdos e outros grupos que considera constituírem ameaças à segurança.
A Connect Robotics integra a lista de participantes no REPMUS, organizado pela Marinha Portuguesa e pela NATO, que arrancou a 4 de setembro, ao largo de Tróia e Sesimbra.
O comandante das forças da NATO no Kosovo (Kfor) advertiu hoje que a situação no terreno permanece instável, apesar de um regresso à calma após os incidentes iniciados em maio nesta antiga província do sul da Sérvia.