Parlamento da Madeira aprovou, por unanimidade, uma resolução que recomenda ao Governo Regional a possibilidade de os contribuintes recorrerem ao CAAD. Com 15 anos de atraso.
O falhanço dos partidos tradicionais em conter a maré populista deve-se muito à falta de valores que tem sido demonstrada pelos titulares de cargos públicos.
Hoje imaginei Luís Montenegro no genérico dos Simpsons, a escrever cem vezes no quadro “Não me vou irritar com perguntas dos jornalistas. Não me vou irritar com perguntas dos jornalistas...".
"Fixamos critérios que são conhecidos, segundo os quais quem estiver acusado em termos definitivos, quem sofrer medida de coação privativa por responsabilidade assumida em processo de investigação criminal, por atos cometidos no exercício de funções públicas, deve estar fora da nossa esfera de intervenção politica", sublinhou o líder do PSD.
“Não tenho nenhum problema de ser arguido. Sou arguido, mas não me demito”, afirmou, à margem das Conferências Atlânticas, em Câmara de Lobos, na zona oeste da Madeira.
Miguel Albuquerque foi constituído arguido na quarta-feira na operação levada a cabo pelo MP e pela Polícia Judiciária (PJ) na Madeira, nos Açores e em várias zonas do continente.
O BE defendeu também a apresentação de uma moção de censura ao executivo madeirense. Contudo, referiu a força partidária, como só têm um deputado na Assembleia Regional, o que não lhes permite apresentar moções de censura ao executivo, desafiaram os grupos parlamentar do PS e do Juntos pelo Povo (JPP) a fazê-lo.
Ontem, pelas 19h00, o dirigente socialista afirmava que o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, tinha que ponderar se tinha condições para continuar a governar, depois das buscas que decorreram na Região Autónoma da Madeira na passada quarta-feira. Hoje, pelas 12h00, passou da sugestão à exigência da demissão do líder do executivo madeirense.
O DCIAP suspeita de favorecimentos do Governo Regional e da Câmara Municipal do Funchal a grupos económicos. Estão a ser investigados os crimes de corrupção, abuso de poder e tráfico de influência, entre outros. Miguel Albuquerque, líder do governo regional e conselheiro de Estado, já terá sido constituído arguido. No âmbito da investigação, o Ministério Público deverá avançar com um pedido de levantamento de imunidade junto do Conselho de Estado.
Os partidos reagiram ao longo do dia. Chega e IL questionavam-se se o líder do PSD iria manter confiança em Miguel Albuquerque, mas Montenegro assegurou que a sua confiança no presidente da região continuava intacto. Por sua vez, Miguel Albuquerque afirmou estas de consciência tranquila.
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
"Não existe ainda nenhuma acusação e não existindo uma acusação seria, da nossa parte, precipitado estarmos a tirar consequências politicas daquilo que não existe", sublinhou Inês Sousa Real.
"Já houve uma antecipação dos Açores, vamos ter eleições a nível nacional e podemos ter, também, uma crise política na Madeira que não sabemos se vai dar ou não em eleições antecipadas", disse José Palmeira ao JE.
O dia de hoje começou com buscas na Madeira, dirigidas pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal do Ministério Público, relacionadas com suspeitas de corrupção, participação económica em negócio, prevaricação, abuso do poder, entre outros.
"Aquilo que nos parece evidente é que Miguel Albuquerque tem nas próximas horas, nos próximos minutos, de vir dar explicações às pessoas e dizer sobretudo se considera que tem ou não condições para continuar em funções", disse o líder da IL esta quarta-feira.
A CNN avançou esta quinta-feira que estão a ser realizadas mais de 50 buscas a entidade públicas e políticas da Região Autónoma da Madeira, por suspeitas de corrupção, entre os quais o presidente do Governo Regional da Madeira e da Câmara do Funchal, Miguel Albuquerque e Pedro Calado.
Joaquim Sousa, antigo líder do PAN Madeira, diz que a escolha de Mónica Freitas para lhe suceder só seria possível com a demissão da Comissão Política Regional e eleições internas.