Os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em aviso amarelo.
“As comunicações são ainda o nosso grande problema”, disse o presidente da Câmara, António Carmona, à agência Lusa, salientando que, no caso da eletricidade, falta ligar algumas aldeias, embora o abastecimento de energia ainda seja instável.
Na segunda-feira, o presidente disse à agência Lusa que mais de mil pessoas estavam sem ligação energética, nem acesso a geradores. Hoje, adiantou que o número “diminuiu significativamente para entre 200 a 300 pessoas”.
"Há um apoio que vamos pedir, mas que temos algumas semanas para isso. Há um mecanismo de solidariedade da União Europeia que implica que façamos um levantamento exaustivo e quais são os estragos. Então, vamos pedir um apoio a esse mecanismo de solidariedade da União Europeia", detalhou.
Num comunicado, a associação indicou que o programa E-Lar, que financia a troca de equipamentos domésticos, nomeadamente a gás, por outros mais eficientes, elétricos, “tem vindo a desvalorizar uma fonte energética essencial, resiliente e complementar, num momento em que o sistema elétrico nacional evidencia vulnerabilidades crescentes”, tendo em conta os danos causados pelo mau tempo.
"Estamos muito preocupados com o Mondego", disse a ministra do Ambiente esta segunda-feira, sendo este o rio que mais preocupa as autoridades neste momento. Mau tempo volta a atacar em força na quinta-feira ao final da manhã.
“Nós vamos ter esta noite uma noite difícil. Os nossos presidentes da Junta de Freguesia, a nossa Proteção Civil, os nossos bombeiros têm estado a trabalhar o dia todo para desentupir as sarjetas, para limpar, para fazer tudo aquilo que é necessário para estarmos protegidos durante a noite”, disse hoje Carlos Moedas em declarações aos jornalistas, na cidade Universitária.
“Existe um elevado risco de inundação, previsto a partir da meia-noite de hoje, devido a muita precipitação, acompanhada de rajadas de vento na ordem dos 80 KM/hora”, informou a vice-presidente de Pombal, Isabel Marto.
A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros extraordinário, que aprovou medidas para responder aos efeitos da tempestade e proteger as populações afetadas.
Num aviso à população emitido hoje, o Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo antecipa a manutenção da subida dos caudais no rio Tejo e afluentes, associada às condições meteorológicas.
“Em primeiro lugar, parece-me que as medidas que hoje o primeiro-ministro anunciou vão na direção certa. O que é importante é que cheguem o mais rapidamente às pessoas, às empresas e às famílias que estão em dificuldades. Nós conhecemos a tradicional burocracia do Estado, não pode haver burocracia aqui”, respondeu Seguro aos jornalistas, no final de um comício em Gouveia, distrito da Guarda.
“Algumas dessas medidas são medidas recorrentes e repetitivas em relação a ocasiões anteriores. Há medidas positivas, mas há medidas insuficientes”, afirmou Carlos César aos jornalistas, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após ter votado antecipadamente na segunda volta das eleições presidenciais de domingo.
Assim, mantém-se suspensa a circulação nos comboios urbanos de Coimbra, na Linha do Norte entre Braga e Lisboa, na Linha do Douro entre Régua e Pocinho e na Linha do Oeste.
Em declarações aos jornalistas, integrada numa comitiva de governantes nacionais e representantes da Comissão Europeia que hoje visitou o terreno impactado pela passagem da ciclogénese explosiva, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assinalou que “já foi feito um trabalho grande”, reconhecendo, porém, que “há muita gente ainda” sem eletricidade ou comunicações.
Cidades como Leiria, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande concentram atualmente o grosso dos esforços de recuperação de serviços essenciais, numa operação que não tem ainda data de conclusão prevista, dada a magnitude dos danos.
O Governo declarou situação de calamidade em 60 municípios afetados pela depressão Kristin. No terreno, as seguradoras estão a recolher informação para a avaliar os prejuízos. Os dados serão divulgados “tão breve quanto possível”, diz a Associação Portuguesa de Seguradoras.
Joergensen acompanha António Leitão Amaro numa "visita às áreas afetadas do concelho", que arranca às 10:15 na Câmara Municial da Marinha Grande, e que conta também com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, de acordo com a agenda do ministro da Presidência, divulgada hoje.
“O distrito de Leiria sofre o maior impacto com 300 mil clientes afetados. No resto do território continental a incidência regista-se nos distritos de Santarém, Coimbra e Castelo Branco”, de acordo com a E-Redes, numa informação enviada à Lusa.