Mau tempo: Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água

Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.

Mau tempo: Câmara de Pedrógão Grande apela ao uso racionado de água
Villa Isaura, Pedrógão Grande

A Câmara de Pedrógão Grande, que já ativou o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, apelou hoje ao uso responsável e racionado da água, na sequência da passagem da depressão Kristin.

Sem energia elétrica desde a madrugada de quarta-feira, o município de Pedrógão Grande tem estado igualmente sem comunicações móveis.

Numa nota nas redes sociais publicada hoje às 08:00, esta Câmara do distrito de Leiria lembrou que, “tendo em conta a falha da rede elétrica, poderão ocorrer constrangimentos no abastecimento público de água, situação que será restabelecida com a maior brevidade possível”.

Nesse sentido, apelou a que não haja consumos excessivos.

“As principais vias encontram-se desobstruídas, nomeadamente IC8, EN2, EN350, ER236, EN236-1 e CM1160, ainda que com limitações e presença de obstáculos em vários locais. As restantes vias secundárias ainda apresentam constrangimentos, encontrando-se as equipas no terreno a proceder às intervenções necessárias”.

A Câmara disse ainda que, “não sendo possível garantir, neste momento, condições de segurança, e desconhecendo-se quando o fornecimento de energia será totalmente restabelecido, as escolas do concelho manter-se-ão encerradas durante o dia de hoje”.

“Informa-se a população que a recolha de resíduos urbanos, tanto indiferenciados como dos ecopontos, se encontra atualmente com constrangimentos, em resultado da tempestade. Apela-se à colaboração de todos para que não sejam depositados resíduos fora dos contentores, de forma a evitar riscos para a saúde pública e facilitar o trabalho das equipas no terreno”, refere também.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Relacionado

Mau Tempo: Provedoria aponta medidas para salvaguardar direitos dos mais vulneráveis

Mau Tempo: Provedoria aponta medidas para salvaguardar direitos dos mais vulneráveis

Intitulado “Evacuação em situação de catástrofe – Salvaguarda dos direitos fundamentais da população mais vulnerável”, o documento aborda o chamado ‘comboio de tempestades’, os cinco eventos meteorológicos sucessivos de janeiro e fevereiro, com ocorrência de ventos fortes (Marinha Grande), cheias (Alcácer do Sal, Coimbra e Montemor-o-Velho) e movimentos de terras (Almada, Arruda dos Vinhos e Torres Vedras), que resultaram na retirada de pessoas naqueles sete concelhos analisados do centro e sul do país.
Mau tempo: Provedoria de Justiça identificou constrangimentos e recomenda fundo para catástrofes

Mau tempo: Provedoria de Justiça identificou constrangimentos e recomenda fundo para catástrofes

Segundo o relatório “Tempestade Kristin – Balanço dos apoios à reconstrução de habitações”, divulgado esta quarta-feira 19 de agosto, os fenómenos meteorológicos adversos que se iniciaram na madrugada de 28 de janeiro atingiram várias regiões do país, mas os impactos mais significativos registaram-se principalmente nos municípios de Leiria, Marinha Grande e Pombal.