Mau tempo: Governo vai acionar mecanismo de solidariedade da UE que “implica levantamento exaustivo dos estragos”

"Há um apoio que vamos pedir, mas que temos algumas semanas para isso. Há um mecanismo de solidariedade da União Europeia que implica que façamos um levantamento exaustivo e quais são os estragos. Então, vamos pedir um apoio a esse mecanismo de solidariedade da União Europeia", detalhou.

Mau tempo: Governo vai acionar mecanismo de solidariedade da UE que “implica levantamento exaustivo dos estragos”
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O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, admitiu esta segunda-feira que o Governo vai acionar mecanismo de solidariedade da União Europeia.

Quando questionado sobre se existem meios suficientes para combater os efeitos das catástrofes, o governante respondeu: “Quem sabe se temos meios suficientes ou não é o serviço de proteção civil

“Todos os dias a proteção civil de questionada sobre se é necessário pedir ajuda à Europa e eles têm vindo a dizer que não”, disse o ministro. No entanto, “há um apoio que vamos pedir, mas que temos algumas semanas para isso. Há um mecanismo de solidariedade da União Europeia que implica que façamos um levantamento exaustivo e quais são os estragos. Então, vamos pedir um apoio a esse mecanismo de solidariedade da União Europeia”, detalhou.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou, também hoje, que o Governo está a avaliar a isenção de portagens nas zonas afetadas pela passagem da depressão Kristin e prometeu uma solução nas próximas horas.

“Estamos a avaliar e, nas próximas horas, traremos uma solução, com certeza”, destacou, à saída de uma reunião em que participou hoje à tarde, em Leiria, juntamente com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.

Na reunião estiveram ainda vários secretários de Estado, construtoras, associações empresariais, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, várias comunidades intermunicipais, Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), os presidentes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, e o responsável pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas pela depressão Kristin.

Aos jornalistas, Miguel Pinto Luz explicou que o Governo está a avaliar essa possibilidade, depois de ter sido contactado por alguns autarcas.

“Estamos a perceber aquilo que são estradas nacionais que deviam oferecer um serviço às populações, à economia e não está a conseguir ser feito. Nos casos em que esse serviço não está a conseguir ser feito, portanto, o Estado falhou, e desse ponto de vista não conseguiu cumprir essa dimensão da rede de estradas nacional”, referiu.

O governante disse que as equipas se encontram a trabalhar para encontrar uma solução e recordou que a concessão das autoestradas é privada.

“Estamos a avaliar todas as dimensões e, sem gerar expectativas, foi isso que eu disse aos presidentes de Câmara. Aquilo que temos experienciado, eu hoje vim de Ourém, vim de Ferreira do Zêzere, é uma situação absolutamente única”, concluiu.

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