Os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em aviso amarelo.
Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08:00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.
O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa – Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19:20 de quarta-feira.
“Neste momento, a nossa opção é fazer incluir os municípios que ainda não estejam e que têm essa necessidade na situação de contingência. É aquilo que é mais adequado ao enfrentar da situação”, explicou o líder do Governo.
“Quando passamos em qualquer via, percebemos que quase todas as casas foram atingidas, nem que seja de forma parcial. Algumas já foram recuperadas, mas, dificilmente, haverá alguma aldeia que tenha sido preservada”, declarou Isabel Marto à agência Lusa.
O pedido será anunciado numa conferência de imprensa da presidente do partido, Mariana Leitão, agendada para esta manhã na Assembleia da República, e é justificado pela necessidade de o primeiro-ministro estar no terreno devido ao agravamento da situação em Coimbra, onde a população está a ser evacuada devido ao risco de colapso dos diques do Rio Mondego.
“Já observamos uma subida considerável na cota da albufeira do Carrapatelo, na cidade do Peso da Régua [distrito de Vila Real]. Já atingiu os 10,7 metros, o que significa que a água já chegou à marginal. Não passou muito disso e manteve-se estável, mas já é uma cota considerável. Aqui [zonas do Porto e Vila Nova de Gaia] durante o dia temos que ir mantendo a supervisão porque continua a haver muita água”, disse o comandante adjunto da capitania, Pedro Cervaens.
"Na sequência da situação de calamidade provocada pela depressão Kristin, a Meo continua a desenvolver operações intensivas de recuperação das redes fixa e móvel", refere a empresa.
De acordo com a IP, como novos condicionamentos na circulação ferroviária regista-se a suspensão do troço entre Cacia e Estarreja (ambas as estações no distrito de Aveiro), na Linha do Norte, que assegura a ligação entre Lisboa e Porto.
Num ponto de situação pelas 19:00, em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o comandante Mário Silvestre disse que há um total de 1.272 pessoas retiradas de casa na sequência das condições atmosféricas adversas, segundo dados reportados até às 18:00.
“Decidimos acionar o Fundo Pesca, atribuindo um apoio de compensação salarial aos profissionais da pesca na ordem dos 439 euros e 53 cêntimos”, explicou a diretora regional das Pescas, Andreia Henriques, aos jornalistas no final da reunião daquele órgão, que se realizou na cidade da Horta.
“Este quadro meteorológico anuncia-nos chuva, por vezes forte no litoral Norte e Centro, até o início da tarde, vento moderado, mais forte na costa, junto à zona da costa e nas terras altas, com rajadas que poderão ir até aos 75 km/h, e também com agitação marítima forte”, avisou o comandante nacional da Proteção Civil.
O presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, salientou que com o encerramento da EN378, a A33 tornou-se, na prática, a "principal alternativa viável" para assegurar a mobilidade entre as localidades acima referidas, "não existindo, em muitos casos, percursos alternativos com condições semelhantes" de segurança e tempo de viagem.
Numa informação enviada à Lusa, a CP indica que devido a diversas ocorrências provocadas pelo mau tempo, desde 28 de janeiro, continua suspensa a circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, a Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra.
Miranda Sarmento lembrou que o Orçamento do Estado (OE) para 2026 foi construído para ter um "pequeno superavit", mas realçou que a "tragédia [que se regista] um pouco por todo o país" terá "um custo orçamental significativo, no lado da despesa".
Depois de uma visita a associações afetadas pelo mau tempo na Marinha Grande e em Leiria, Inês de Sousa Real criticou, em declarações à Lusa por telefone, a atuação do executivo na resposta às tempestades que atingiram o país e elogiou o papel dos autarcas à frente dos municípios atingidos.
"Em oito dias, a Meo reduziu de forma muito significativa o impacto da tempestade nas zonas mais afetadas" e, "atualmente (6 fevereiro), mais de 70% dos clientes tem o serviço reposto", de acordo com o último balanço da operadora liderada por Ana Figueiredo.
O encontro, que se realizará na próxima segunda-feira, 9 de feveiro, vai analisar eventuais medidas adicionais para repor a normalidade da atividade económica na região do Médio Tejo