Os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão em aviso amarelo.
“Sofremos danos cujo número está à volta dos 270 milhões de euros, este é um número ainda provisório, mas é aquilo que podemos juntar de todos os danos causados nos 18 municípios”, afirmou Carlos Moedas.
Num momento em que passa um mês da passagem da depressão Kristin na zona centro, com destaque nas regiões de Leiria e pinhal interior, o investigador do Centro de Estudos Florestais pede um “levantamento rigoroso” do impacto do comboio de tempestades que assolou a região.
José Maria Brandão de Brito destacou os resultados positivos de 2025 que permitem "olhar para o futuro com confiança", assumindo que o saldo orçamental do ano passado poderá ficar acima do excedente de 0,3% previsto no Orçamento do Estado, "dada a sólida evolução da receita".
A seguradora Fidelidade decidiu implementar uma medida excecional de apoio às populações afetadas pelo mau tempo e incêndios, concedendo uma moratória no pagamento de prémios de seguros em concelhos onde foi decretada a situação de calamidade.
A Lusa contactou as operadoras na sequência de alguns clientes das zonas afetadas pelo mau tempo que ficaram sem comunicações afirmarem que estavam a receber as faturas sem crédito.
Numa nota divulgada na rede social Facebook, a CP – Comboios de Portugal informa que, devido ao mau tempo das últimas semanas, continua ainda suspensa a circulação na Linha da Beira baixa, realizando-se apenas comboios Regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. A circulação ferroviária mantém-se também suspensa nas Linhas do Douro, entre Régua e Pocinho, e na do Oeste.
“Esta necessidade já tinha sido identificada durante a passagem da tempestade Leslie [2018] no nosso território, tendo sido possível, agora, reforçar a capacidade de comunicação da Região através dos investimentos territoriais integrados previstos no PT2030”, referiu a Região Metropolitana de Coimbra.
Esta intervenção no rio Mondego “vai permitir a drenagem dos terrenos ainda inundados e é uma etapa indispensável para a reparação definitiva do dique, do canal condutor geral, e da estrada”.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, adiantou que o debate sobre esta apreciação parlamentar vai realizar-se na quarta-feira, dia para o qual os bloquistas já tinham agendado um debate potestativo com propostas de apoio às populações atingidas pelas tempestades.
O presidente da câmara, Sérgio Galvão, disse que o município vai reportar hoje à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo um prejuízo de 30 milhões de euros por danos na rede viária, taludes e muros de suporte, edifícios e equipamentos municipais, infraestruturas de saneamento, escolas, associações e património cultural.
Em comunicado, a Associação Portuguesa de Empresas Ferroviárias (APEF) explicou que as tempestades que afetaram o país nas últimas semanas tiveram “reflexos preocupantes no setor” ferroviário.
Luís Montenegro, que falava esta quinta-feira, no debate quinzenal no parlamento, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortes em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
Segundo a ADACO, a “destruição das infraestruturas de rega e a inundação dos campos ameaçam a produção” no Baixo –Mondego, com “receios de perda” das campanhas de arroz, milho e batata, “estimando-se prejuízos elevados”.
Segundo a AKF "dos 1,5 milhões de euros doados, dois terços apoiará diretamente o Governo Português, através da Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Central, alinhando-se com as prioridades estratégicas do Governo para revitalizar o tecido social e económico dos territórios afetados".
O Governo, adiantou, irá lançar “um ProMuseus extraordinário, no valor de um milhão de euros, para precisamente - e muitos destes equipamentos até são municipais - apoiar estes equipamentos e tirar alguma carga também dos municípios”.
Num ponto de situação hoje divulgado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou em comunicado não específicou quais as ocorrências.
Contudo, a Proteção Civil alerta para os riscos do deslizamento de terras, que tem afastado bastantes populações, e que pode inclusive registar-se em terras que já tenham sofrido estes deslizamentos.
Num ponto de situação feito cerca das 07:45, Pedro Cervaens descreveu uma noite tranquila tanto nas margens do Porto e de Vila Nova de Gaia, como no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, e apontou que “a menor quantidade de água servirá para algum encaixe durante o dia de hoje”.
Marcelo estima que a tarefa de recuperação das tempestades ocupará "praticamente a vida de muitos autarcas e uma parte importante da vida do Governo, nos próximos três anos ou quatro".