Mau Tempo: Governo avalia inclusão de mais concelhos em situação de contingência

“Neste momento, a nossa opção é fazer incluir os municípios que ainda não estejam e que têm essa necessidade na situação de contingência. É aquilo que é mais adequado ao enfrentar da situação”, explicou o líder do Governo.

Mau Tempo: Governo avalia inclusão de mais concelhos em situação de contingência
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O primeiro-ministro, que assumiu a pasta da Administração Interna, afirmou esta quarta-feira irá fazer uma reavaliação dos concelhos em situação de contingência face ao mau tempo, admitindo que poderá haver mais municípios a juntar à lista.

“Acabei há pouco mesmo de falar com o secretário de Estado da Proteção Civil, que me acompanha, e com o meu gabinete, para os dois, em contacto com a direção da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, fazermos uma reavaliação e verificarmos se há mais concelhos para incluir dentro da situação de contingência”, afirmou Luís Montenegro, que falava aos jornalistas no final de uma visita a Montemor-o-Velho, concelho afetado pelas cheias do Mondego.

Caso se verifique essa necessidade, o primeiro-ministro disse que “ainda hoje” irá proceder ao despacho para a junção de mais municípios à lista.

Recusando acusações de favorecimento de autarquias lideradas pelo PSD, Luís Montenegro vincou que está a ser considerada a inclusão de “um conjunto significativo de autarquias que estão a ser fustigadas pelo avolumar das consequências do mau tempo”.

“Neste momento, a nossa opção é fazer incluir os municípios que ainda não estejam e que têm essa necessidade na situação de contingência. É aquilo que é mais adequado ao enfrentar da situação”, explicou o líder do Governo, em resposta aos jornalistas.

Para Montenegro, essa declaração de situação de contingência em vários municípios, não significa que o Governo não tenha em mente “um auxílio e um acompanhamento de recuperação em todo o território” e não apenas dos municípios dentro dessa lista.

“Neste momento, basicamente é de norte a sul, do interior ao litoral, todos os municípios têm consequências das intempéries e, portanto, nós vamos ter de ter um plano nacional de intervenção que possa conjugar aquelas que são as situações mais dramáticas com a recuperação de infraestruturas, como rodovias, como a ferrovia, equipamentos de utilização pública, nomeadamente aqueles que estão sob a esfera municipal”, disse.

Segundo o primeiro-ministro, o Governo já está “a trabalhar em linhas de financiamento para as autarquias locais, nomeadamente junto do Banco Europeu de Investimento” para uma recuperação de infraestruturas públicas.

O primeiro-ministro assumiu transitoriamente a tutela da Administração Interna depois de Maria Lúcia Amaral se ter demitido do cargo de ministra, demissão que foi aceite na terça-feira pelo Presidente da República.

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