Forças Armadas disponibilizam pessoal, infraestruturas e meios, para apoio às populações afetadas

Cidades como Leiria, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande concentram atualmente o grosso dos esforços de recuperação de serviços essenciais, numa operação que não tem ainda data de conclusão prevista, dada a magnitude dos danos.

Forças Armadas disponibilizam pessoal, infraestruturas e meios, para apoio às populações afetadas
Uma árvore caída e um muro derrubado devido à passagem da tempestade Martinho causaram danos em veículos estacionados na Tapada das Necessidades, em Lisboa

Na sequência da destruição causada pela passagem da depressão Kristin, as Forças Armadas Portuguesas acionaram um plano de emergência em estreita colaboração com a ANEPC (Proteção Civil).

O esforço militar divide-se agora entre a recuperação de infraestruturas críticas e o apoio humanitário direto às populações afetadas, com especial incidência na região Centro do país.

Um dos pontos mais sensíveis da operação decorre no Regimento de Transportes, em Lisboa. O Exército Português disponibilizou alojamento e alimentação a 34 refugiados ucranianos, entre os quais 15 crianças e 19 viúvas de guerra, cujas condições de permanência foram postas em causa pelo temporal. A Força Aérea reforçou esta vertente com a montagem de um Kit de Mobilidade, garantindo tendas e capacidade logística para alimentação em larga escala.

Engenharia Militar Desobstrui Vias

Para devolver a normalidade à circulação rodoviária, dois Destacamentos de Engenharia do Exército estão empenhados na limpeza de itinerários obstruídos por quedas de árvores e detritos.

Por outro lado, e no que toca à energia, o fornecimento de geradores de grande capacidade tem sido vital para apoiar autarquias que ficaram sem abastecimento elétrico, assegurando o funcionamento de serviços básicos.

Em comunicado as Forças Armadas lembram que a devastação foi particularmente sentida em unidades militares e localidades da zona Centro e revelam que na Base Aérea n.º 5 (Monte Real), máquinas de engenharia da Força Aérea trabalham intensamente na reparação de danos dentro da unidade.

O Estado-Maior General das Forças Armadas confirmou que, assim que os trabalhos dentro da unidade estejam concluídos, estes meios pesados serão destacados para apoiar as câmaras municipais vizinhas.

Cidades como Leiria, Porto de Mós, Tancos, Abrantes e Marinha Grande concentram atualmente o grosso dos esforços de recuperação de serviços essenciais, numa operação que não tem ainda data de conclusão prevista, dada a magnitude dos danos em infraestruturas públicas e militares.

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