O candidato presidencial Luís Marques Mendes previu hoje que todas as sondagens e análises se vão “enganar redondamente” quanto aos resultados no dia 18 de janeiro, uma afirmação que disse ser baseada não apenas em convicção.
Estão na mesma área política mas colidem na proposta das sanções aos deputados por parte de órgãos não eleitos, como defendeu Luís Marques Mendes, candidato presidencial com o apoio da Aliança Democrática.
“Alguns dos meus adversários, como Cotrim de Figueiredo, Gouveia e Melo ou André Ventura passam a vida a fazer insinuações e ataques pessoais a mim e à minha candidatura. Acho uma coisa feia. Eu sou sério, mas não sou ingénuo. Sei porque é que fazem, porque estou em alta nas sondagens e sou o único que as sondagens dizem que ganha a todos à segunda volta”, afirmou aos jornalistas Marques Mendes.
De acordo com esta investigação da TVI e do jornal "Nascer do Sol", a construtora nacional pagou cerca de 600 mil euros a Luís Marques Mendes por serviços de consultoria durante seis anos e um mês, através da celebração de dois contratos
Apesar de já não estar inscrito na Ordem de Advogados desde outubro, Marques Mendes alega "sigilo profissional" enquanto advogado para não revelar a origem dos 709 mil euros líquidos que recebeu nos últimos dois anos enquanto consultor externo da sociedade Abreu Advogados.
A pouco mais de um mês das eleições presidenciais, o presidente do Chega lidera pela primeira vez as intenções de voto para a Presidência da República, mas em empate técnico com Marques Mendes e Gouveia e Melo.
"Entre 24 de novembro e 15 de dezembro iremos acolher os candidatos à Presidência da República Henrique Gouveia e Melo (25 de novembro), Luís Marques Mendes (27 de novembro), António José Seguro (15 de dezembro), João Cotrim de Figueiredo (a aguardar data final), e André Ventura (a aguardar data final) para debaterem e confrontarem ideias com empresários das associações que integram a CIP", refere a Confederação.
Na mensagem, Nuno Morais Sarmento considerou que o antigo líder do PSD, que conta com o apoio do partido, “talvez seja, de todos, o único candidato que o país conhece e o único candidato em que, por isso, olhando o seu percurso de mais de 30 anos de presença pública, os portugueses podem ter confiança”.
Marques Mendes disse ainda que o presidente do Chega “quer ser primeiro-ministro” e não Presidente da República, pretendendo com a sua candidatura a Belém “criar ruído, confusão e provocação”.
Apesar do apoio da AD à candidatura de Luís Marques Mendes, Pedro Passos Coelho não pretende dar eco a esse respaldo e disse ao "Expresso" que não vai apoiar nenhum candidato. Mas as más notícias para Marques Mendes não ficam por aqui.
O equilíbrio entre três candidatos, patente nas mais recentes sondagens, agrada a Marques Mendes. "É difícil ter uma sondagem até mais encorajadora”, disse aos jornalistas.
O candidato às eleições presidenciais do próximo ano considerou que o apelo que fez na véspera, “pelos vistos, hoje já teve alguma consequência e isso só é positivo”.
Portugal tem "uma janela de oportunidade rara". "Mas é preciso sair da defensiva e afirmarmo-nos com ambição, confiança e visão estratégica", sublinhou o conselheiro de estado e consultor da Abreu Advogados, no debate multidisciplinar “Crise ou Oportunidade: o futuro de Portugal na nova geopolítica”, promovida pela WIRE Portugal.
De acordo com fonte oficial da candidatura de Marques Mendes, a apresentação, que vai decorrer na UACS - União de Associações do Comércio e Serviços, pelas 21:00, contará com a presença de “vários independentes” e personalidades ligadas a diferentes áreas políticas, além do PSD, partido que já formalizou o apoio ao ex-líder e conselheiro de Estado.
O candidato presidencial Marques Mendes participou na conferência “Rota do Crescimento”, promovida pelo Jornal Económico, e falou sobre os principais desafios económicos e políticos de Portugal.
O Conselho Nacional do PSD realizou-se poucas horas depois de o almirante Henrique Gouveia e Melo ter apresentado a sua candidatura à Presidência da República.
Em declarações aos jornalistas antes de um almoço com empresários num hotel na baixa de Lisboa, Marques Mendes elogiou as declarações do candidato à liderança do PS, José Luís Carneiro, que, este sábado, se comprometeu com uma “solução de unidade na diversidade” com a AD e garantiu que “tudo fará para contribuir para a estabilidade política do país”.
Quase fechadas as eleições legislativas – falta apurar a votação nos círculos internacionais –, seguem-se as autárquicas, mas as atenções vão estar, agora, centradas nas presidenciais, esta semana, com epicentro no dia 29, com a apresentação da candidatura de Henrique Gouveia e Melo, ao mesmo tempo que o Conselho Nacional do PSD se reúne para votar formalmente o apoio do partido à candidatura presidencial de Luís Marques Mendes.
O candidato do PSD à Presidência da República defende que tratar os eleitores do Chega como "extremistas, radicais e fascistas é estupidez". Destas eleições, Marques Mendes tira diversas lições. Uma delas é que o país precisa de um projeto de transformação, e na ausência desse projeto “há um risco sério de, nas próximas eleições, o Chega ganhar”.