A mais recente pesquisa da Emerson College indica que as mulheres preferem Kamala Harris por uma margem de 12 pontos e os homens votam em Trump por uma percentagem similar.
Apesar dos discursos opostos, a vice-presidente e o antigo presidente têm pontos em comum na vertente económica, favorecendo um endurecimento da política migratória ou o fracking, por exemplo. Ainda assim, na vertente fiscal as diferenças são abundantes, enquanto Trump adota uma postura mais protecionista.
Estamos à beira de um confronto entre duas visões da América, o qual se prevê pouco pacífico. O mesmo se aplica à política externa, à guerra e ao papel que os EUA devem assumir no mundo.
O impacto das eleições norte-americanas é de tal ordem que influencia tudo à sua volta. Os Estados Unidos estão a poucas horas de uma decisão fundamental. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A política, na definição de Bismarck, debatida todas as semanas com sentido crítico e uma boa dose de ironia por António Saraiva, Luís Osório e Vera Gouveia Barros. Nesta edição, perspectivamos as eleições presidenciais que podem mudar o rumo de toda a geopolítica internacional.
Reta final: Os dois candidatos já não assinalam prioridades. A quatro dias da ida às urnas, ambos optaram por diabolizar o adversário, tentando provar que a vitória do outro é um passaporte para o caos.
De acordo como a Comissão Federal de Eleições (FEC, na sigla em inglês), em apenas cerca de três meses, Harris angariou 997 milhões de dólares (923 milhões de euros) para a sua campanha, quase tanto quanto o seu antecessor na corrida à Casa Branca, o ainda Presidente Joe Biden, que ao longo de mais de um ano tinha angariado 1.009 milhões de dólares (cerca de 934 milhões de euros).
Dois candidatos 'à batatada'. Kamala Harris terá compreendido que a única forma de combater Donald Trump é usando as mesmas armas. Resultado: os últimos dias da campanha para as eleições presidenciais nos EUA passaram a ser uma espécie de guerrilha sem qualquer pudor político ou linguístico. O problema é que, neste particular, Trump é um catedrático e Harris uma mera aprendiz de feiticeiro. Não perca a análise do jornalista do JE, António Freitas de Sousa.
Enfrentamos um radicalismo desavergonhado, com um projeto de desmantelamento das instituições democráticas e do poder judicial, que está à vista de todos.
Os defensores dos cortes fiscais argumentam que estes ajudam a estimular o crescimento económico, mas o custo de prolongar os cortes de 2017 poderia aumentar significativamente a já substancial dívida pública dos Estados Unidos.
Uma sondagem global sobre as eleições de 2024 nos Estados Unidos indica que os portugueses votariam preferencialmente na candidata democrata Kamala Harris. Aparente, acontece o mesmo em quase todo o lado, menos, eventualmente, nos próprios Estados Unidos.
O jornalista António Freitas Sousa faz uma análise das campanhas para eleições presidenciais norte-americanas: dos equívocos de Kamala Harris à forma como a comunidade internacional já trata Donald Trump como o próximo inquilino da Casa Branca.
Os 40 milhões de euros doados pelo CEO da Tesla juntam-se aos 69,2 milhões de euros que já tinham sido doados ao 'America PAC' entre julho e setembro pelo próprio Elon Musk.
O maior protecionismo da economia americana, a continuação da desglobalização e o regresso das tarifas trazem incerteza, mas nos mercados financeiros trazem beneficiados.
A China e o Irão também procuraram influenciar as eleições nos EUA através da desinformação ‘online’. Embora a Rússia tenha como alvo a campanha democrata, o Irão perseguiu o republicano Donald Trump com desinformação e também com ataques informáticos à campanha do antigo presidente.
A Inteligência Artificial, enquanto ferramenta de desinformação e de notícias falsas, tem sido uma das protagonistas destas eleições, tanto que 82% das pessoas estão preocupadas que os eleitores possam estar a basear os seus valores e opiniões em informações falsas ou imprecisas.
A equipa de observadores – liderada pela deputada finlandesa Pia Kauma - vai trabalhar em colaboração com funcionários do Departamento de Estado norte-americano e com as autoridades eleitorais estaduais e locais, para tentar assegurar condições de lisura e transparência.
A Goldman Sachs fez as contas e concluiu que o impacto de Donald Trump como presidente seria mais negativo que a eleição da democrata Kamala Harris. Principalmente para a Alemanha.