Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a subir a dois, a cinco e a 10 anos em relação a segunda-feira, acima de 3% no prazo mais longo, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
"Sabemos, também pela experiência histórica, que a inflação pode aumentar novamente”, explicou a economista alemã Isabel Schnabel, membro executivo do conselho de administração do Banco Central Europeu, ao "Financial Times".
Os desafios de Davos estão num mundo perigoso, que continua suportado no aumento do endividamento dos países. A direção dos juros é, pois, crucial para as decisões económicas e políticas a tomar em 2024.
Ouça a resposta a estes e a outros temas no Mercados em Ação, com André Cabrita-Mendes, jornalista do Jornal Económico, Marco Silva, consultor de investimentos, e Filipe Garcia, presidente da IMF - Informação de Mercados Financeiros.
Os juros da dívida portuguesa estavam hoje a descer para níveis mínimos a dois anos e a subir a cinco e 10 anos face a quinta-feira, abaixo de 3% e alinhados com os da Grécia.
Mercado está a descontar cortes nas taxas em 2024. Descidas dos juros vão ter impacto nos lucros, segundo os analistas que estão preocupados com recessão. Bancos estão capitalizados e movimento de consolidação não é urgente.
Famílias e empresas devem fazer um planeamento, pelo menos anual, pois perceber os ciclos dos juros, e como podemos beneficiar, poderá ser a chave para um ano mais tranquilo.
A quebra da atividade na Europa e o recuo da inflação inclinam cada vez mais os investidores para cortes de juros em ambos os lados do Atlântico, mas a incerteza sobre quando arrancarão é ainda grande. Analistas dividem-se, esperando um abrandamento mais significativo à medida que aperto monetário se materializa na economia real e alertando para efeitos base no recuo da inflação este ano.
Os novos certificados de aforro, lançados há seis meses, estão "cada vez menos interessantes" e as amortizações poderão superar as entradas de dinheiro, mas quem tem os mais antigos deve mantê-los, considera o analista financeiro da Deco António Ribeiro.
O terceiro trimestre deste ano trouxe um crescimento ao bloco OCDE semelhante ao do período anterior, com várias das principais economias mundiais perto da estagnação ou a registarem mesmo crescimento negativo, como a Alemanha.
No seu relatório anual, divulgado hoje, a Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência elenca diversos constrangimentos para execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no atual contexto macroeconómico.
Após uma primeira apreciação à proposta de OE, a primeira reação é de “preocupação”. Palavra usada pelo próprio ministro das Finanças quando tentava convencer-nos da bondade do documento.
Milhares de renegociações de empréstimos são feitas ao abrigo de legislação do Governo mas a maioria é por acordo comercial entre cliente e banco (renegociação comercial).
A teimosia em continuar a subir as taxas de referência este ano, quando a economia europeia já dava sinais claros de enfraquecimento, será lembrada como um erro do BCE.
Com as taxas diretoras a serem mantidas no final da última reunião do banco central europeu, a consultora deixa em aberto a possibilidade de um corte já em 2024.
Sem surpresa, o Banco Central Europeu optou por deixar os juros inalterados ao fim de dez subidas consecutivas, face à descida do indicador de preços na mais recente leitura. O foco do mercado coloca-se agora no discurso de Christine Lagarde à procura de sinais sobre se esta é uma pausa ou o fim do ciclo de subidas dos juros.
A expectativa generalizada é que os juros na zona euro se mantenham inalterados após dez subidas consecutivas, mas as opiniões dividem-se sobre se esta será uma pausa ou o fim do ciclo de aperto. Discurso de Lagarde será chave para compreender visão de curto prazo do BCE.
O Banco Central Europeu não irá baixar as taxas de juro até Setembro de 2024, de acordo com uma nova sondagem de economistas – sugerindo que a mensagem dos decisores políticos de que os cortes não ocorrerão em breve está a fazer-se sentir, revela a Bloomberg.