Abreu Amorim falava aos jornalistas após uma reunião da conferência de líderes na qual foi decidida a realização de um debate parlamentar sobre os incêndios, com o primeiro-ministro, na próxima quarta-feira.
As propostas do Chega e do PCP foram levadas a votação numa reunião extraordinária da conferência de líderes e aprovadas por unanimidade, disse aos jornalistas o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, no final do encontro.
De acordo com a mesma fonte oficial, a reunião do executivo vai decorrer durante a tarde em Viseu, um dos distritos atingidos pelos incêndios nas últimas semanas.
Os incêndios voltam a ser um tema de Verão. Há muitas razões, e muitas opiniões sobre o que fazer. E sobretudo sobre o que fazer e não se faz, sobre o que se faz mal e não se devia fazer, e sobre quem tem a responsabilidade – ou em português mais corrente, a culpa.
Marcelo contou hoje a história de solidariedade entre dois políticos rivais numa aldeia afligida pelos incêndios e que resultou na primeira morte dos incêndios deste verão.
Com o levantamento que está a ser feito pelos Ministérios da Economia e Agricultura, o Executivo pretende garantir uma avaliação rigorosa e rápida dos danos provocados pelos incêndios, permitindo igualmente o avanço rápido para o apoio financeiro.
Só este ano, Portugal já perdeu mais de 200 mil hectares para os incêndios, um valor superior ao registado em 2017, o ano dos grandes fogos de Pedrógão Grande.
O pedido do Chega surge depois de o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, ter recusado uma proposta idêntica do deputado único do JPP, alegando que só os grupos parlamentares podem requerer este tipo de discussões.
"[Os dois aviões] ainda não chegaram, chegam durante a tarde do dia de hoje", informou num balanço às 12:00 o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre, acrescentando que nessa altura será feita uma reunião com a equipa que acompanha os Fire Boss para que se perceba quando poderão atuar.
Em declarações aos jornalistas após ter assistido ao ‘briefing’ e estado reunido com o comando da Proteção Civil, em Carnaxide, Luís Montenegro foi questionado se se arrepende de não ter acionado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil mais cedo.
O primeiro-ministro reconheceu que os portugueses estão “todos muito esgotados, são dias e dias de sofrimento, de terror em muitos casos”, mas pediu que se tenha “o discernimento” de respeitar quem está a tratar da segurança da população, “sejam eles as forças da autoridade, as Forças Armadas” ou os bombeiros.
Em declarações à imprensa após visitar as áreas afetadas pelos incêndios florestais em Ourense, o governante destacou que as capacidades de combate aos fogos devem ser melhoradas devido ao agravamento dos efeitos da crise climática.
Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional das Terras de Trás-os-Montes da Proteção Civil, João Noel Afonso, disse que durante a madrugada foi possível neutralizar as três frentes do incêndio, mas ficaram estes pontos ativos.
O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou no ponto de situação dos incêndios em Portugal continental que até às 12:30 de hoje foram registadas 28 ocorrências, das quais 22 tiveram início no período noturno, ou seja, entre as 00:00 e as 08:00.
A criação desta “bolsa de advogados voluntários” surge numa altura em que Portugal enfrenta “uma das piores vagas de incêndios dos últimos anos”, já com uma vítima mortal confirmada e prejuízos materiais significativos, refere a Ordem dos Advogados em comunicado.
Num ponto de situação dos incêndios em Portugal continental, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, informou que os dois meios aéreos provenientes do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, e que estavam previstos chegar no domingo, “só chegarão na segunda-feira”.
De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estavam no terreno às 05:15 um total 3.181 operacionais nas zonas mais afetadas, apoiados por 1.065 meios terrestres.
Num ponto de situação efetuado cerca das 16:00, a E-Redes clarificou que “os clientes afetados no fornecimento de energia elétrica devido à ocorrência dos incêndios têm vindo a diminuir, estando a situação neste momento praticamente normalizada”.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 01 de janeiro e 14 de agosto, tinham ardido 74.931 hectares, um número que subiu para 139.091 à data de hoje.