Nos últimos 40 anos, Portugal já perdeu 5% do PIB devido a eventos meteorológicos extremos. Não é preciso fazer futurologia para adivinhar que, se nada for feito, a catástrofe que vivemos continuará a ser uma inevitabilidade.
A atual incendiolândia é o monotema das últimas semanas em todos os canais de televisão com espaços noticiosos e existe com um – e único – propósito: chocar.
Mais de mil mortos por explicar em apenas duas semanas deveriam gerar mais inquietação. Não estivemos meses em confinamento para defender os mais vulneráveis? Qual o motivo para, agora, esse objetivo se ter tornado irrelevante?
Hoje, passados cinco anos, num momento particularmente sensível para quem vê os incêndios próximos de si ou dos seus familiares e amigos, muitos dos que sofreram com a tragédia de 2017 sofrem ainda sem que tenham tido acesso a qualquer tipo de apoio psicológico.