Inês Carrilho, sócia de Direito Imobiliário da pbbr, é a convidada desta edição do programa do JE e comenta as novas medidas do Governo para a habitação.
O acordo entre a consultora de gestão de ativos espanhola e a gestora de investimentos imobiliários portuguesa prevê a aquisição de imóveis para abrir mais espaços de 'self-storage', uma espécie de despensa autónoma.
Em comunicado, é referido que esta valorização foi atingida em conjunto pelos fundos de investimento imobiliário (FII), fundos especiais de investimento imobiliário (FEII) e fundos de gestão de património imobiliário (FUNGEPI), atingindo um total de 14.801,5 milhões de euros.
Em comunicado, o escritório de advogados explica que o documento pretende "apoiar os investidores nacionais e internacionais no seu processo de tomada de decisão relativamente ao mercado imobiliário nacional".
Já a faturação aumentou 30,8%, para 10,8 milhões de euros, sendo que o número de transações verificou um crescimento de 29,5%, para um total de 2.396 unidades vendidas.
Seja para comprar ou para arrendar, são poucos os polos urbanos em Portugal em que as famílias gastam abaixo da taxa de esforço recomendada, ou seja, 33%. Esse esforço aumentou consideravelmente desde o primeiro trimestre do ano passado, de acordo com a plataforma "idealista".
Depois de um ano de 2023 em queda, o alívio nas taxas de juro está a levar a um “comportamento positivo” na compra de habitação e “há condições” para subir a dois dígitos até ao final de 2024, dizem especialistas ao JE.
Falta de oferta, demora nos licenciamentos e elevada carga fiscal foram alguns dos desafios debatidos num evento que contou com o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, que prometeu a apresentação de medidas em breve. Hugo Santos Ferreira, presidente da APPII diz que os impostos são 40% do valor de venda de uma casa.
Empresas do sector da construção têm vindo a recuperar volume de negócios nos últimos seis anos, mais perto do melhores tempos pré-crise financeira. Pressão financeira tem vindo a diminuir.
Analistas esperam crescimento do investimento no imobiliário comercial, sobretudo escritórios e hospitality. Mas a expectativa de redução do IVA na habitação – criada em campanha eleitoral, mas ainda não aprovada – está a travar projetos e, até, o ressurgimento do sector da construção como motor da economia nacional.
Num balanço do ano de 2023, a Gebalis, que gere 66 bairros municipais em Lisboa, indica taxa de cumprimento dos acordos de pagamentos com os moradores foi de 55% em 2023, um crescimento notório face aos 12% registados em 2021.
Detalha o índice do idealista que comprar casa ficou mais caro em quinze capitais de distrito entre março e abril com Portalegre a liderar as subidas dos preços a nível nacional.
A promotora imobiliária Krest Real Estate Investments anunciou esta terça-feira um investimento total de 153 milhões de euros em três projetos habitacionais com construção prevista para este ano em Lisboa, Paço de Arcos e Alvor.
"Se começarmos a fazer demasiadas alterações [às políticas], os portugueses vão começar a ter cuidado na altura de fazer investimentos, e isso vai acabar por afetar o imobiliário", sustenta o economista.
Patrícia Barão, responsável pela área de Residencial da JLL Portugal, diz que é necessário para "conseguimos diminuir o desequilíbrio que existe entre oferta e procura".
"Nos últimos oito anos, tivemos uma espécie de tiro ao investidor com erros nos benefícios fiscais, lei do arrendamento onde houve contrarreformas que tirou previsibilidade ao investidor", realçou Miguel Marques dos Santos, sócio da Vieira de Almeida, em evento organizado pelo JE esta terça-feira.
O valor médio do arrendamento teve um aumento de 8%, em abril, face ao ano anterior, de acordo com os dados do Imovirtual. A compra de um apartamento aumentou 14%, em abril, face ao ano anterior, enquanto que as moradias aumentaram 13%, face ao ano passado.
A RIM terá ganho contratos de 100 milhões de euros, entre abril de 2020 e março de 2024, quando nos cinco anos anteriores à construção desta casa de luxo, em São Vicente, se tinha ficado por quase dois milhões de euros, diz o "Correio da Manhã".