O Banco Central Europeu cometeu mais um erro de política monetária. A inflação tem origem exógena e encarecer o crédito significa deprimir ainda mais a atividade e dificultar a atuação dos governos.
Quando – e se houver – uma onda de fusões transnacionais seremos quase sempre presas e não predadores. Portanto, cuidado com o que se deseja, não vai ser possível agradar a todos, embora me pareça que o destino é inevitável. Orgulhosamente sós… nem na América.
Companhia volta a defender abertura do aeroporto do Montijo e critica aposta em Alcochete. E confirma fim de voos para os Açores devido a impostos ambientais.
A Fitch subiu o rating da dívida soberana portuguesa de A- para A, com perspectiva estável, tal como a S&P havia feito. Mas isso não poderá significar licença para gastar mais.
Em Portugal, a continuidade desta investigação irá contribuir para uma compreensão mais fina da articulação entre elites económicas, políticas e mediáticas, bem como para debates públicos sobre as desigualdades, a meritocracia, a justiça social e o desenvolvimento do país.
Não soubemos ler sinais, mas já percebemos que a oferta de casas tem sido limitada porque construímos muito pouco desde a crise financeira e económica de 2008-2010. Além disso, a procura tem aumentado.
Não acordámos um dia com falta de habitação, de professores ou de médicos. Quem estava de serviço, nestes casos o anterior governo, falhou, e vamos levar anos a resolver, por muito que se esperneie.
Em Portugal, o paradigma do ensino superior mudou a uma velocidade alucinante. Nos últimos anos, ou décadas, assistimos a várias alterações em matéria de Ensino. Cada Governo que chega quer fazer algo distinto, mas acabamos sempre no mesmo ponto de partida.
Inquérito abrangeu mais de 15 países e resultados mostram que há uma considerável margem para melhorias nos serviços públicos, com 40% dos inquiridos a relatar dificuldades nas suas interações com as entidades governamentais.
Em vez de sustentabilidade deveríamos referir directamente uma economia assente no pressuposto da regeneração. Garantir a regeneração, abstermo-nos do que não seja regenerável.
“Houve investimentos que foram adiados tendo em consideração o modelo de desenvolvimento que se ia fazer, se era [aeroporto] complementar ou novo aeroporto”, disse José Luís Arnaut na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação, acrescentando que essa suspensão de algumas obras “foi acordada com os governos”.
Num artigo publicado no “Boletim Económico” do BCE, os economistas Marien Ferdinandusse e Mar Delgado-Téllez assinalam esperar que as medidas orçamentais destinadas a apoiar as famílias e as empresas em resposta à subida dos preços da energia e aos choques da inflação diminuam em grande parte nos próximos anos.
Apesar de todas as falhas, temos de reconhecer que, pela primeira vez em décadas, a menção clara aos combustíveis fósseis no texto final da COP28 foi feita e de lá já não pode sair.
Os governos não podem fazer tudo sozinhos. O setor empresarial tem de ser parte da ação, e as empresas podem fazer muito mais para nos levar a alcançar a neutralidade carbónica mais rapidamente.
A confiança numa mudança alienou-se da vida quotidiana, por isso, desenganem-se os cidadãos que acham que o país mudará com governos politicamente fracos. Desenganem-se os cidadãos e os próprios políticos.
Se o Estado fosse uma empresa estava tecnicamente próximo da falência. Não poderia viver anos e anos nesta dependência da contribuição dos portugueses.
O Portugal 2030 deverá, pois, centrar-se em três pilares estratégicos alicerçados num conjunto bem preciso de desafios: as pessoas, o território e as empresas.