Investigadores da Universidade de Coimbra chegam à conclusão que vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e têm um papel ativo na reparação dos ossos.
O desafio para Portugal é claro: não impedir que os jovens qualificados saiam, mas garantir que o bilhete de regresso é tão ou mais atrativo do que a partida.
CEO da CUF Saúde coloca a demografia como o "grande desafio" para a saúde, e avisa que os custos vão aumentar, mas deixa também um alerta: "Quando formos muitos mais mais velhos, haverá um défice tremendo de cuidadores". Faltarão, por exemplo, enfermeiros para cuidar da população com 80/90 anos.
A história tem-nos mostrado que somos vulneráveis e que a poupança pode, efetivamente, ser uma forma de contornar certos momentos e ser o nosso maior apoio.
Crescemos uma média de 1,5% na última década, quando o conjunto dos países africanos triplicou esse ritmo. Se queremos crescer, é para lá que temos de olhar.
Com uma população em clara tendência de envelhecimento, o bloco da OCDE tem de ponderar políticas para limitar o impacto desta demografia nos salários e a solução terá de passar por atrair e reter segmentos menos aproveitados no mercado, como os imigrantes, as mulheres e pessoas em idade de reforma, mas ainda em plena saúde.
Oferecer aos seniores novas oportunidades para uma vida profissional estimulante reforça o seu bem-estar psicológico e é a arma mais eficaz para combater os efeitos negativos do envelhecimento da população a nível económico e social.
Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao lar de idosos do Centro Social de Pêro Pinheiro, em Sintra, Pedro Nuno Santos lamentou que, neste período de pré-campanha, se esteja a falar “muito pouco dos mais velhos”, considerando que é preciso dar “mais atenção” à questão do envelhecimento da população.
Torcato Meira, médico no Hospital de Braga e professorna Escola de Medicina da Universidade do Minho Prémio MSD de Investigação em Saúde com um projeto na área do envelhecimento.
Ao que parece cinco gerações não foram o suficiente para mudar o ser humano, apesar de este ter sido protagonista de mudanças incríveis desde então à sua volta.
De que serve termos atingido condições para ter uma vida mais longa e mais saudável, se não for para termos soluções que nos permitam vivê-la de forma ativa e contribuindo para a comunidade?
Há cada vez mais pessoas que não querem deixar de trabalhar depois dos 60 anos. Ou seja, esse capital de experiência acumulado é desperdiçado e isso, em termos de sociedade, é grave.
Não é possível estrangular mais as gerações mais novas, com pouco rendimento disponível e sem garantias de futuro. O “engodo” é continuar a afirmar que está tudo bem.
Trabalhadores seniores podem ser fonte de mentoria e de coaching a colaboradores mais jovens. Existem várias evidências que demonstram que a diversidade nas equipas resulta em maior produtividade e satisfação.
Programa pioneiro é liderado pelo Centro Académico Clínico de Trás-os-Montes e Alto Douro e vai implementado até 2025 no distrito do País com maior número de idosos a viver sozinhos e isolados.
A par das mutações técnicas e tecnológicas, as cidades e a utilização de veículos ‘públicos’ terão de ser repensados. Novas cidades trarão, literalmente, novos cidadãos.
A relação entre o Governo e os sindicatos dos médicos está tensa, tendo estes últimos já emitido um pré-aviso de greve, mas as negociações continuam. Para esta terça-feira está marcada mais uma reunião.
No Dia Mundial da População, a Pordata traça um retrato da população portuguesa com idades acima dos 65 anos: mais de meio milhão vivem sozinhos, 400 mil estão em risco de pobreza e para a maioria a pensão é a principal fonte de rendimento.