Há uma realidade desconfortável que o setor financeiro português continua a evitar enfrentar: a sociedade mudou mais depressa do que os produtos que lhe são vendidos.
Segundo o governante, as grandes prioridades do plano “são valorizar o território, apoiar as empresas, qualificar os recursos humanos, atrair pessoas e também conectar territórios e projetar a imagem do Interior lá fora”, com o intuito de contribuir para a coesão territorial.
Para além dos benditos raios de sol, o mês de Abril trouxe-nos episódios de insurreição colectiva, nos protestos pelo direito à habitação e no arrastão em Carcavelos.
Existe a necessidade de um investimento mais eficiente, complementar, entre o setor privado e público, que se materialize num crescimento sustentado. E que ao mesmo tempo seja capaz de responder à transição climática e tecnológica no longo prazo.
Quanto mais depressa iniciarmos o debate sobre o evento extremo que é o envelhecimento, melhor, pois só assim se conseguirá minimizar os impactos para as diferentes gerações e garantir um amplo consenso na sociedade.
É preciso coragem, criatividade e vontade de romper com modelos e hábitos do passado. É preciso recursos, mas sobretudo prioridades bem definidas no uso dos recursos.
Se a novidade de um compromisso a médio prazo no OE 2023 mereceu um aplauso generalizado, muitos lamentaram, com razão, o curto alcance das políticas de apoio às famílias portuguesas.
A consequência maior da liberalização acentuada da nossa lei da nacionalidade é esta: Portugal está a ir demasiado na direcção legal, a ligação à nação apenas através de um documento, e a afastar-se demasiado da direcção cultural.
Ou revolucionamos a demografia e a estrutura e titularidade da propriedade florestal, diria rústica, ou não resolveremos nenhum dos problemas com que nos confrontamos nesta área.
Se o aumento do número de fogos da última década tivesse sido igual à da década anterior, Lisboa teria hoje preços da habitação e das rendas muito mais acessíveis.
Quem é que arrisca, hoje em dia, ter filhos para criar no nosso país? Às portuguesas em idade fértil, então, pede-se que corram riscos cada vez mais extremos – num retrocesso inqualificável, pede-se que decidam arriscar ser mães.
As mudanças na geografia mundial não são um detalhe. Elas representam mudanças civilizacionais imensas. Empresas e instituições terão forçosamente de construir cenários e analisar as várias possibilidades de futuro que se avizinham.
Em 1996, mais de um século depois, a Igreja acaba por admitir que a Teoria da Evolução de Darwin não era incompatível com a “fé cristã”. A curiosidade orientada é, pois, uma grande ferramenta e virtude de procura do conhecimento.