Há uma realidade desconfortável que o setor financeiro português continua a evitar enfrentar: a sociedade mudou mais depressa do que os produtos que lhe são vendidos.
A questão das migrações é das mais discutidas pelos candidatos ao Parlamento Europeu na campanha para as eleições de 06 a 09 de junho, e as posições dos países e recentes viragens ameaçam alterar o cenário daquele hemiciclo.
Há cada vez mais pessoas que não querem deixar de trabalhar depois dos 60 anos. Ou seja, esse capital de experiência acumulado é desperdiçado e isso, em termos de sociedade, é grave.
Chegamos à segunda década do século XXI com margem para a afirmação dos partidos de direita populista e oportunista, que espreitam o momento para ganhar espaço. O Parlamento Europeu poderá mudar radicalmente a sua feição neste verão.
Esclarecedor seria discutir como alterar o paradigma fundamental do desenvolvimento do país, assente na lógica dos baixos salários e na produção de baixo valor acrescentado.
É para todos uma constatação que os jovens hoje vivem pior do que a geração que os precedeu. Que País é este que estamos a deixar para os nossos filhos e netos?
Uma nova proposta de lei para deportar imigrantes ilegais do Reino Unido para o Ruanda foi hoje aprovada na generalidade no parlamento britânico, evitando uma derrota do Governo por deputados do próprio partido Conservador.
Não há capital em Portugal a não ser que existam elevadas rendas, garantidas com elevados custos para os contribuintes. É altura de pensar global, mas sem hipotecar o futuro com obras faraónicas.
A redução da carga fiscal é um lugar-comum. Mas merece uma reflexão séria, sobretudo quando verificamos que as taxas de imposto sobre o rendimento em vigor em Portugal se encontram entre as mais altas da Europa.
O Governo do Reino Unido impôs hoje, com efeitos imediatos, a concessão prévia de visto a todos os cidadãos timorenses que pretendam entrar no país, incluindo em visita turística, anunciou a embaixada britânica em Jacarta.
Segundo Montenegro se "nada se fizer daqui a 40 a 50 anos teremos menos de 20% da população". "O que será de Portugal com oito milhões de pessoas?", questionou.
A redução da população terá muitos impactos em certas indústrias e em muitos governos, cujos custos sociais vão aumentar significativamente, a par da diminuição das receitas.
O chefe da diplomacia portuguesa admitiu hoje uma alteração à lei dos estrangeiros, caso haja um fluxo excessivo de entradas de imigrantes, na sequência do acordo de mobilidade na comunidade lusófona, mas ressalvou que tal não se verifica atualmente.
Perante uma taxa de crescimento natural muito insuficiente, a promoção do turismo e a abertura efetiva a pessoas e capitais é um dos poucos caminhos para o futuro do país.