O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,91 dólares abaixo dos 88,98 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.
Contexto de escalada geopolítica e de incerteza no Médio Oriente, com a retoma dos confrontos entre Estados Unidos e Irão, levou à subida no preço do petróleo. O brent e o crude ultrapassaram na terça-feira as barreiras de 85 dólares e 80 dólares, e o brent ainda atingiu um máximo de quatro semanas.
Orbán caiu. E a União Europeia, se quiser mesmo aprender com Budapeste, deve perceber isto: os populismos não são derrotados apenas com sermões sobre valores, liberalismo ou união, mas quando deixam de conseguir esconder a corrupção, a mediocridade e o desgaste de um poder demasiado longo.
O comprador com alternativas detém a alavanca sobre o vendedor pressionado por necessidades orçamentais. Xi Jinping não precisa de oferecer concessões políticas, pode simplesmente gerir o tempo.
A guerra no Irão fez o Brent subir de 73 para 91 USD/barril, o combustível de aviação subiu 58% e o gás europeu 56%, enquanto fertilizantes e hélio dispararam até 35%, gerando atrasos de até 15 dias no transporte e pressão sobre margens e custos empresariais.
"A preocupação imediata (do mercado)... são os danos colaterais causados no caso de o Irão atacar os seus vizinhos ou, possivelmente ainda mais revelador, fechar o Estreito de Ormuz aos 20 milhões de barris de petróleo que ali transitam diariamente", disse o analista da PVM, John Evans, citado pela agência noticiosa Reuters.
Redução da fiscalidade e uma nova geração de contratos de risco e serviço que reforça a partilha dos lucros estão a trazer de volta as multinacionais, juntamente com um regulador que ganhou peso.
A Galp (+1,20%; 16,07 euros) e os CTT (+1,10%; 7,35 euros) lideraram a negociação, evitando perdas maiores no PSI, seguidas da Sonae (+0,77%; 1,3160 euros), EDP (+0,50%; 3,845 euros), NOS (+0,38%; 3,935 euros), Ibersol (+0,41%; 9,90 euros) e REN (+0,17%; 2,970 euros).
Após uma breve reunião este sábado, os países produtores anunciaram mas um aumento da oferta, alegando que os fundamentos do mercado estão saudáveis. A decisão está em linha com os repetidos apelos de Donald Trump para que se aumente a produção de petróleo, cujo preço continua a baixar.
Devido a potenciais disputas geopolíticas, que podem incluir "uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China" ou a imposição de duras sanções ao Irão, prevê-se uma variação entre 65 e 80 dólares para o custo do barril, salienta a consultora energética Tempos Energía.
O barril de brent está a negociar acima dos 75 dólares, um valor que representa uma subida superior a 2% em relação a sexta-feira. Negociação está a ser impulsionada depois da OPEP ter adiado aumento da produção.