O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,91 dólares abaixo dos 88,98 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,43 dólares acima dos 71,12 dólares com que acabou as transações na terça-feira.
Menor procura e aumento potencial da oferta desta matéria-prima, receios de desaceleração da economia mundial, e o desempenho económico da China, são fatores que justificam esta quebra, como explicam os analistas consultados pelo Jornal Económico.
Segundo a “CNBC”, apesar disto, o preço do petróleo aumentou 3% esta semana, tendo recuperado do plano anunciado pela organização de países exportadores de petróleo (OPEC) de aumentar a produção no quarto trimestre.
A negociação do petróleo europeu concluiu em alta no dia em que o Banco Central Europeu baixou a sua taxa de juro de referência, pela primeira vez desde março de 2016, em 25 pontos-base.
A descida dos preços do petróleo tem estado associada à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+) que anunciou, a 2 de junho, que poderá aumentar a sua produção de barris no quarto trimestre do ano. Todavia, isto só acontecerá se as condições de mercado o permitirem.
A Rússia terá descoberto as maiores reservas de petróleo do mundo na Antártida, zona protegida por um tratado internacional que impede a exploração desta e de outras matérias-primas. No entanto, peritos internacionais estão convictos que Moscovo não vai hesitar em explorar estas reservas que quase duplicam a capacidade da Venezuela que possui atualmente as maiores reservas a nível mundial.
O preço do petróleo fechou a última semana com uma descida superior a 6%, o que deixou o crude Brent, referência na Europa, nos 83,8 dólares, e o West Texas, referência nos Estados Unidos nos 78 dólares provocado por um abrandamento nos receios do conflito no Médio Oriente.
A OPEP não está interessada em preços baixos e os Estados Unidos não estão interessados em preços altos. Para já, esta 'guerra' mundial está a ser ganha pelos EUA. O resto do mundo (não produtor) agradece.
A bolsa de Lisboa encerrou no 'vermelho', num dia fortemente marcados pelas mexidas que se fizeram sentir no mercado petrolífero. O barril de crude está a cair mais de 4%, prejudicando as cotadas da energia, mas transmitindo boas sensações noutros sectores.
"Os principais parceiros na situação atual são a China, cuja quota aumentou para cerca de 45-50%, e, claro, a Índia", revelou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, que tutela, também, o sector energético da Rússia.
O BCP é a cotada que mais recua, desvalorizando 1,68% para 0,2750 euros, seguido da NOS e da REN, que caem 1,06% (3,17 euros) e 1,04% (2,385 euros), pela mesma ordem.
Os barris de Brent e de crude estavam a desvalorizar fortemente após o fecho dos mercados na terça-feira. Em simultâneo, os principais mercados da zona euro registaram perdas.
O PSI encerrou a ganhar 0,49%, em linha com o dia positivo nas congéneres europeias. Esta quarta-feira ficou ainda marcada pela queda acima de 3% no barril de petróleo.
Depois do adiamento da data que estava marcada, o novo agendamento aponta para a próxima quinta-feira. O objetivo passa por definir os níveis de produção de petróleo para o próximo ano.
O índice tecnológico sobe 0,34% para 13.564,70 pontos, o Dow Jones avança 0,01% para 34.100,57 pontos, enquanto o S&P 500 negoceia sem tendência definida.
Os principais índices encerraram no 'vermelho', no mesmo dia em que se observaram cortes na produção de petróleo e, por esse motivo, aumentos no preço do barril.