Enquanto a Alemanha prepara cortes que podem atingir 100 mil postos de trabalho, a Autoeuropa recebe investimento e foi escolhida para fabricar o futuro elétrico da marca.
Fábrica portuguesa da Volkswagen não está preocupada com as tarifas norte-americanas. Novo modelo 100% elétrico e low cost 'made in Portugal' vai estar focado no mercado europeu, escapando ao imposto fronteiriço de Donald Trump.
Presidente recordou que a fábrica tem tido o apoio dos governos e Presidentes de esquerda e de direita e que esta união permitiu a criação de uma história de sucesso para Portugal. E que passou muitas "horas" do seu mandato a "tratar de questões da Autoeuropa". Para o futuro, os "astros estão alinhados" para a fábrica lusa da Volkswagen.
Em causa está a mudança de fornecedor de bancos para o novo modelo de Volkswagen que, de acordo com o "Correio da Manhã", deve provocar os despedimentos de 475 trabalhadores.
A fábrica da Volkswagen chuta para canto qualquer dúvida sobre a sua viabilidade na próxima década ao ser escolhida para fabricar o novo low cost elétrico da marca alemã.
Depois de bater fábricas na Polónia e na Chéquia na corrida ao novo modelo da marca alemã, a liderança da Volkswagen deixa elogios ao trabalho desenvolvido pela fábrica portuguesa da marca.
O JE avança esta sexta-feira para esta possibilidade, sendo que ainda não existem datas para revelar a decisão. “A Volkswagen Autoeuropa está entre as fábricas consideradas para a possível produção de um modelo elétrico de entrada de gama”, disse ao JE fonte oficial da empresa.
Segundo os dados enviados à agência de notícias Lusa pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado as 10 maiores exportadoras foram a Petrogal, Volkswagen Autoeuropa, Navigator, Continental Mabor, Bosch Car Multimedia Portugal, Aptivport Services, Pfizer, Eli Lilly, Exolum Aviação Portugal e Visteon Electronics Corporation.
Mais de mil trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa decidiram marcar um dia de greve e uma concentração junto ao parlamento quando for discutida uma petição pelo reconhecimento do desgaste rápido na indústria automóvel, anunciou hoje fonte sindical.
Pedro Reis tem estado em contacto com a empresa e reitera que não vê sinais de um corte "estrutural" na produção da fábrica da Volkswagen em Palmela. Pelo contrário, ambiciona até "reforçar a presença da Volkswagen" em solo nacional.
A direção da empresa reuniu com os sindicatos pela quarta vez na segunda-feira, mas um eventual acordo continua a ser uma miragem. Em causa está o encerramento de fábricas, despedimento de trabalhadores e um corte nos salários.
O grupo anunciou o encerramento de fábricas na Alemanha, numa tentativa de reduzir custos. Garante, contudo, que estes planos não vão afetar a fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela.
A Autoeuropa representa cerca de 1,5% de toda a riqueza produzida pela economia nacional, i.e., sensivelmente o mesmo valor do que todo o financiamento do Estado à economia em 2023.