Santos Silva participou esta tarde nas jornadas parlamentares do PS, em Penafiel, distrito do Porto, tendo no final sido questionado pelos jornalistas sobre o apoio decidido na véspera pela Comissão Nacional socialista à candidatura do ex-líder do partido António José Seguro nas eleições presidenciais de janeiro do próximo ano.
Socialista conclui que a sua candidatura não ser "suficientemente abrangente", apesar de entender que os candidatos que já estão no terreno "não cumprem as condições para que um vasto campo social e político possa sentir-se representado". Defende, por isso, que "a melhor candidatura possível" será a de alguém independente, oriundo da sociedade civil.
O facto de António Vitorino se ter colocado de fora da corrida leva antigo ministro dos Negócios Estrangeiros a fazer uma nova "reflexão" sobre as candidaturas presidenciais, incluindo a sua própria. Vai por isso consultar "pessoas cuja opinião muito preza" nos próximos dias e anunciar uma decisão na quarta-feira.
“Uma Europa que sempre se levantou contra a ideia da ocupação partidária do Estado que é aquilo a que nós estamos a assistir - mais uma vez não tenhamos medo das palavras - nos últimos dois meses em Portugal”, acusou Santos Silva.
Da parte da Aliança Democrática (AD), José Cesário é o grande vencedor, que está de volta ao Parlamento e o Chega elegeu Manuel Alves, um antigo social-democrata.
O comentador da SIC e antigo presidente do PSD antecipa que o partido de André Ventura possa alcançar um grande resultado no círculo da emigração e que esse desempenho possa impedir a reeleição de Augusto Santos Silva. "Andou nestes últimos anos a provocar e a censurar o Chega e isto assemelha-se a uma desforra", sublinha.
Com publicação do decreto de dissolução da Assembleia da República nesta segunda-feira, 15 de janeiro, entrou em funções a Comissão Permanente da AR que “dá uma vida mínima ao parlamento”, avançou ao JE Adão Silva, deputado do PSD.
Esta posição foi transmitida por Augusto Santos Silva no final da cerimónia de entrega do Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa 2023, que decorreu na Sala do Senado e que foi encerrada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
“A minha opção está há muito tomada. Votarei em José Luís Carneiro. Não desvalorizo as grandes qualidades do seu adversário, mas creio que José Luís Carneiro é o que melhor representa a moderação, a prudência e a capacidade de diálogo".
"Basta ver que em 2015, quando foram assinados os acordos parlamentares, de âmbito parlamentar, com o Bloco de Esquerda e o PCP, o PS pôs completamente de fora as questões ligadas à política externa", destacou o Augusto Santos Silva.
Através das redes sociais, o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos, assinalaram ambos o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, que hoje se celebra.
Para as eleições legislativas marcadas para 10 de março, este quadro do PS admite ao "Expresso" estar disponível para integrar as listas de deputados e apesar do apoio expresso a José Luís Carneiro considera que não deve ser descartada a possibilidade de reeditar a "geringonça" com os partidos de esquerda.
André Ventura reagiu esta quinta-feira às declarações de Augusto Santos Silva que em entrevista à RTP que deve ser esclarecido relativamente à situação penal do primeiro-ministro. "Deve demitir-se e deixar o seu lugar", defende líder do Chega.
Joaquim Miranda Sarmento reagia, em declarações aos jornalistas no parlamento, à entrevista do presidente da Assembleia da República à RTP3, na qual Augusto Santos Silva considerou que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deve esclarecer depressa, antes das eleições, a situação penal do primeiro-ministro, frisando que o caso abriu uma crise política.
O deputado socialista e atual presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, manifestou hoje apoio à candidatura de José Luís Carneiro à liderança do PS, considerando que preserva melhor a autonomia estratégica deste partido.
O Presidente da Assembleia da República informou que a decisão foi consensual entre os grupos parlamentares. Quanto ao calendário orçamental, mantém-se intacto, de forma a ir de encontro à decisão de Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou Santos Silva.
O PSD responsabilizou hoje o presidente da Assembleia da República pelo facto de os 50 anos do 25 de novembro de 1975 estarem ainda fora do programa oficial das comemorações parlamentares do cinquentenário da Revolução dos Cravos, manifestando "choque".
André Ventura acusou o presidente da Assembleia da República de não defender os deputados, referindo-se à forma como três parlamentares do Chega terão sido tratados na manifestação pelo direito à habitação. Discussão chegou ao ponto dos doze deputados do partido abandonarem o Parlamento.
De acordo com o presidente da Assembleia da República, o consenso só é imperativo noutros contextos. Referiu também a necessidade de melhorias no sistema de Segurança Social, sem comprometer a sua sustentabilidade.
Através de uma publicaçao na rede social X (antigo Twitter), Santos Silva felicitou ambos pela eleição, mostrando-se certo de que vão trabalhar “em conjunto para o bem de Portugal e Espanha”.