Política externa: “Diferença entre PS e o PCP e o BE é uma diferença inultrapassável”, diz Santos Silva

"Basta ver que em 2015, quando foram assinados os acordos parlamentares, de âmbito parlamentar, com o Bloco de Esquerda e o PCP, o PS pôs completamente de fora as questões ligadas à política externa", destacou o Augusto Santos Silva.

Política externa: “Diferença entre PS e o PCP e o BE é uma diferença inultrapassável”, diz Santos Silva
Cristina Bernardo/JE

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva considerou, ao Diário de Notícias, que a diferença entre PS e o PCP e o Bloco de Esquerda “é uma diferença inultrapassável”.

“Basta ver que em 2015, quando foram assinados os acordos parlamentares, de âmbito parlamentar, com o Bloco de Esquerda e o PCP, o PS pôs completamente de fora as questões ligadas à política externa, porque aí a diferença entre nós e o PCP e o Bloco de Esquerda é uma diferença inultrapassável”, sublinhou Santos Silva.

Relativamente ao partido da oposição, o presidente da AR frisou que “há uma continuidade e um consenso nas grandes orientações da política externa. União Europeia e NATO, nomeadamente. União Europeia, NATO, CPLP, política para as comunidades, a que procurei que se acrescentasse também multilateralismo e internacionalização”.

“Aí, nas grandes orientações, essas grandes orientações são partilhadas pelo PS, pelo PSD, e até por outros partidos, designadamente o CDS. Agora, isso não significa que as políticas externas sejam cópia uma da outra e que seja irrelevante qual é o partido que lidera o Governo, também do ponto de vista da ação externa. Creio que o PS enfatiza mais as questões do multilateralismo”, destacou.

 

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